
O prefeito Abilio Brunini (PL) responsabilizou o governo federal pela não implementação de um programa de tratamento de obesidade com disponibilização de canetas emagrecedoras em Cuiabá. Prometido há mais de um ano, o projeto já conta com R$ 1,5 milhão destinados por emendas pela vereadora Michelly Alencar (União), ainda em agosto de 2025.
“Se ele [Ministério da Saúde] não conseguir liberar a caneta, libera pelo menos o protocolo, porque nós temos o recurso aqui para fazer o projeto e nós não temos o protocolo do SUS e, sem o protocolo do SUS, a gente não consegue implementar, tanto é que essa conversa de que o governo federal vai implementar já tem tempo”, disse Abilio em conversa com a imprensa.
“O governo do Estado está tentando implementar faz tempo. A gente tem o dinheiro para comprar as canetas, a gente tem a condição de fazer e, infelizmente, por ausência do protocolo do SUS, a gente não consegue implementar”, acrescentou o prefeito.
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O projeto foi prometido inicialmente pela vereadora Michelly Alencar, que garantiu destinar recursos para a compra dos medicamentos ainda em julho de 2025. Em agosto daquele ano, o prefeito anunciou que o dinheiro seria usado para a compra da caneta emagrecedora da marca Mounjaro.
Além disso, foi prometido que Cuiabá seria a “primeira capital brasileira a ofertar gratuitamente o remédio para a população”. O “mega-projeto”, como foi anunciado, prometia a integração dos serviços de saúde, promoção do esporte e de educação alimentar.
A proposta incluía a criação de um Centro Integrado de Qualidade de Vida, operado por uma equipe multidisciplinar com médicos, nutricionistas e educadores físicos, que centralizaria os atendimentos. A previsão naquela altura era atender inicialmente 100 pacientes.
Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou que será criado um protocolo para distribuição do medicamento para pacientes em tratamento contra a obesidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas ainda sem data de implantação.
A decisão foi tomada após os resultados positivos observados em um grupo de pacientes selecionados para uso da semaglutida, encontrada na caneta da marca Ozempic, por exemplo. A medida já havia sido avaliada antes, mas não prosperou devido ao alto custo do medicamento.
“Se pelo menos ele implementar o protocolo, a gente consegue comprar e colocar para funcionar. E se ele colocar a caneta também, melhor ainda. Bom para caramba. Agora, infelizmente, por falta do protocolo, não conseguimos estabelecer o programa aqui”, concluiu o prefeito.

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