Abilio diz que pedido de cassação é “tapetão” para tumultuar mandato

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 O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) afirmou  a ação judicial movida pelo PDT ,  que o acusa de   abuso de poder econômico e dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024, foi orquestrada pelo grupo do antecessor Emanuel Pinheiro (MDB) para tirá-lo do cargo no “tapetão”. Segundo ele, o objetivo é usar o Judiciário para tumultuar a nova administração.

“Um partido como o PDT, que não tem um vereador no município de Cuiabá, que sequer foi para o segundo turno e que a candidata do partido não podia votar nem nela mesma, vem tumultuar o processo. Pessoas ligadas ao grupo do Emanuel nessa situação, depois do fim do mandato, tentando puxar no tapetão. Não é assim que funciona”, disse Abilio, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (15).

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A comissão provisória do  PDT de Cuiabá, que pede a cassação de Abilio por conta de gastos supostamente irregulares com agência de publicidade, é presidida por Francisco Vuolo, que fez parte do secretariado de Emanuel.  Além disso, é partido de Miriam Calazans, que foi candidata a vice na chapa liderada por Domingos Kennedy (MDB),   ambos aliados do ex-prefeito.

Na entrevista, Abilio explicou que o processo movido do PDT resulta    da decisão da Justiça Eleitoral que, em primeiro grau, desaprovou a prestação de contas relativas aos serviços de comunicação e publicidade e determinou a devolução de R$ 2,8 milhões.  Neste sentido, prometeu  recorrer  ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) ou instância superior do Poder Judiciário.

“Houve um equívoco da parte do juiz e da sua assessoria ao interpretar a prestação de contas  e pedir a devolução de todo o valor. Se o juiz tivesse identificado que uma ou outra coisa  tivesse  incorreta e pedisse a devolução de uma ou outra coisa, tudo bem. Ele  pediu a devolução de todos os valores de comunicação. Um montante de R$ 2,8 milhõe. Lembrando que foi prestado contas, o juiz que recusou a prestação de contas desse montante, desse valor. Ou seja, o PDT pega a nossa prestação de contas e fala que nós usamos de forma irregular o recurso. O juiz pega a nossa prestação de contas e fala que não enxergou as contas prestadas. Ou eu vou ser processado por não prestar contas ou eu vou ser processado por ter gasto. Não tem como as duas coisas, porque um processo anula o outro”, completou.

Engolir o choro

Abilio  também aproveitou a entrevista na CBN para dizer que Emanuel precisa engolir o choro e esperar passar essa fase”, se referindo a ação judicial movida pelo ex-prefeito com objetivo de suspender o Decreto de Calamidade Financeira, publicado em 03 de janeiro, com validade de 180 dias.

  Segundo Abilio, o decreto  tem como base os extratos financeiros apontados pelo próprio Emanuel Pinheiro perante o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Desta forma, sustenta que não há ilegalidade ou “perseguição político-partidária” como aponta seu antecessor.

 “Como ele não é bom de administrar,  não conseguiu compreender o decreto. Todos os números estão públicos. Temos colocado no site e nas redes sociais da Prefeitura. Temos pulicado os extratos das contas, estamos dando transparência dos dados. Ele devia ser mais responsável com o legado que   deixou para Cuiabá sem continuar tendo visibilidade e protagonismo falando sobre qualquer tema”, concluiu o prefeito.

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Link da Matéria – via RD News

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