
O prefeito Abilio Brunini (PL) disse que não irá permitir o reajuste de 4,45% na tarifa de água e esgoto na Capital, pedido pela Águas Cuiabá e aprovado pelo Conselho Regulatório da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) no início deste mês.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Na semana passada, a concessionária Águas Cuiabá rebateu as críticas , afirmando que reajuste é um mecanismo previsto em contrato e regido por esse documento e que o reajuste está abaixo da inflação. Mesmo com a nota da empresa, Abilio segue reforçando que irá vetar a medida.
“Não vamos dar aumento na água e no esgoto. Se quiserem judicializar, se quiserem fazer outras coisas, podem fazer. Mas nós não vamos dar aumento na água e no esgoto. Nós vamos extinguir a Arsec e vamos mudar aquele conselho. Não admito que seja feito um conselho ou uma instituição trabalhando contra a população cuiabana”, afirmou.
O gestor aguarda que a definição da medida, já que a Arsec, com atuação independente, detém tal autonomia. Caso o aumento se concretize, como é a tendência, ele pretende judicializar. “O contrato deles já foi rediscutido várias outras vezes. Tem aditivos, tem outras formas, tem reajustes e não tem porquê a gente fugir desse assunto. Nós vamos reavaliar e vamos nos posicionar sobre esse assunto na hora certa”, disse.
O reajuste
Diferente do último ano, o reajuste ficou abaixo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2024 em 4,83%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro do ano passado, o reajuste na conta de água e esgoto foi de 8,85%, bem acima da inflação, que estava em 4,62%. Em 2023, o reajuste foi de 9,91%. Em 2022, foi de 11%.
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