‘Abilio disse que a cidade não precisava de mais dinheiro; bastava não roubar’, lembra Maysa

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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) disse ver incoerência do prefeito Abilio Brunini (PL) no pedido para que a Câmara Municipal autorize a contratação de um empréstimo de R$ 111,7 milhões para obras de pavimentação e infraestrutura na Capital. Por 22 votos favoráveis e 2 contrários, o Legislativo autorizou a realização do empréstimo nesta terça-feira (28).

 

Em julho de 2024, a Câmara Municipal autorizou que o então prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) fizesse um empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor de R$ 139 milhões que seriam usados nas obras do Contorno Leste, Mercado do Porto e na instalação de placas solares. A autorização para fazer esse empréstimo foi anulada em agosto do ano passado, atendendo pedido do prefeito.

“Eu penso que esse empréstimo é mais uma incoerência do prefeito Abilio. Ele teve a oportunidade, se quisesse, de ficar com um empréstimo de R$ 139 milhões (…). Ele tinha esse empréstimo aprovado, com uma taxa de juros que todos os que aprovaram, inclusive vereadores que são da base dele, disseram que era extremamente vantajosa”, disse a vereadora em conversa com jornalistas antes da aprovação do pedido de novo empréstimo.

Maysa disse que na época em que o empréstimo de Emanuel Pinheiro era discutido, Abilio repetia que Cuiabá não precisava de mais recursos, chegando a abrir mão da arrecadação da “taxa do lixo”. Na época, o gestor dizia que bastava “não roubar”.

“E agora, depois dele revogar o empréstimo que já estava aprovado, que ele poderia direcionar para as obras que são as mesmas que ele quer contemplar hoje, ele vem com um novo empréstimo. Eu vejo com uma tamanha incoerência do prefeito”, afirmou a vereadora.

“Então se ele não está conseguindo explicar verba que entra na LOA, se ele falou que era contra o antigo empréstimo, se ele pediu a revogação, porque agora é conveniente pedir um novo empréstimo?”, questionou.

O empréstimo, conforme consta no projeto encaminhado por Abílio, será contratado junto ao Banco Santander, no valor exato de R$ 111.694.855,00, com prazo total de 120 meses, ou seja, 10 anos. O contrato prevê ainda carência de 12 meses, período em que o município pagará apenas os juros mensais antes do início da amortização.

O texto aponta que os recursos deverão ser aplicados em pavimentação, requalificação viária e outras despesas de capital voltadas à infraestrutura e mobilidade urbana. Ainda conforme a proposta, o município pagará uma taxa de estruturação de 1% sobre o valor total do financiamento, equivalente a R$ 1.116.948,55.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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