Abilio defende conduta de pastor que pediu voto a fiéis e acusa perseguição

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), comentou o vídeo em que um pastor aparece pedindo votos e declarando apoio à direita e, para ele, não existe ilegalidade na conduta do líder religioso. O gestor argumentou que os evangélicos enfrentam uma onda de “perseguição” e criticou a atuação da esquerda no meio religioso, afirmando não existirem pastores de esquerda e acusando professores de propaganda ideológica aos alunos.

 

“Pode pedir voto dentro da sala de aula? Não. O ideal é que não fizesse. Mas vai perguntar se na UFMT não está fazendo. Um professor pode induzir o voto do seu aluno? Não, não estou dizendo que o erro justifica o outro. Eu estou dizendo é: o ideal é que não fizesse”, alegou o gestor em coletiva na sexta-feira (04).

 

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O prefeito sustentou que a mobilização das lideranças evangélicas é uma reação ao que considera ameaças diretas aos valores da família e à liberdade religiosa.

 

“As igrejas estão sendo atacadas. […] É uma ameaça à nossa fé, é uma ameaça às nossas convicções. […] O Estado não é laicista. Ele é laico. O Estado não se afasta de todas as religiões. Ele permite todas as religiões. Há uma guerra muito grande entre algumas partes da política contra o segmento religioso”, complementou.

 

Abílio também rebateu o que classificou como “hipocrisia” por parte de adversários políticos e do governo federal na relação com o eleitorado evangélico.

 

“A Janja foi lá e construiu, junto com o PT, um comitê de pastores evangélicos para apoiar o Lula. Mas, se estão tão incomodados com o posicionamento de pastores dentro da igreja, por que montar um comitê buscando pastores de esquerda?”, questionou o gestor, acrescentando que “não existem pastores de esquerda, existem pessoas com título de pastor na esquerda”.

 

Ainda, o prefeito defendeu a conduta do pastor no caso citado, alegando que a fala ocorreu fora do templo e que os fiéis buscam apenas representação política para defender suas convicções.

 

“Quando ele sai para o lado de fora do templo, quem é obrigado a ficar ali dentro? Ninguém, pô. […] O que eu vejo é ele buscando, dentro do seu segmento, a defesa daquilo em que eles acreditam. E, para defender aquilo em que eles acreditam, eles precisam de representantes. Não vejo nenhum tipo de quebra de legalidade”, concluiu.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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