Abilio chama professora que falou “todes” de “militante política” e diz que não a chamaria para palestrar em conferência

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 O prefeito Abilio Brunini (PL), que ganhou as manchetes nacionais após reprender a professora Maria Inês da Silva Barbosa, que usou o pronome neutro “todes” durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde de Cuiabá, declarou que agiria diferente se tivesse oportunidade. “Hoje eu agiria diferente. Eu impediria que o Conselho chamasse para a mesa”, disse em tom de ironia.  

Segundo Abilio, a professora Maria Inês da Silva Barbosa é militante política. Além disso, esclareceu que o veto à militância vale para esquerda e direita.

Rennan Oliveira/Montagem

“Ela declarou claramente que é uma militante política, que faz aquilo como um ato de militância e que age de forma política. Então, eu não quero uma pessoa militante política, que aja de forma política, instruindo, falando sobre a saúde de Cuiabá (…) De qualquer lado”, completou o prefeito.

  Como exemplo, Abilio citou outro palestrante do evento, deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).  Médico, o emedebista foi ministro no Governo Jair Bolsonaro (PL) e negou a eficácia da vacina contra Covid-19.

 “O exemplo é Osmar Terra, deputado da direita, que na sua palestra falou só da ciência, só da parte técnica. Assista uma palestra do Osmar Terra, um   deputado federal não fez sequer uma citação política partidária a nenhum candidato, a nenhum político, a nada. Aqui no município de Cuiabá, quem for ministrar nas nossas escolas, quem for ministrar na rede de saúde, quem for ministrar em qualquer evento da Prefeitura, fará isso de forma técnica. Sem militância político-partidária, sem doutrinação ideológica, sem pronome neutro”, concluiu.  

 Relembre o caso

Durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde de Cuiabá, realizada no dia 30 de julho, a professora Maria Inês, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), foi convidada a compor a mesa de abertura do evento. 

Em sua saudação inicial, utilizou o pronome neutro “todes”, o que levou o prefeito a interromper sua fala, alegando que sua gestão não aceitará “doutrinação ideológica” e que se a docente não se sentisse à vontade para se apresentar sem o uso do pronome neutro ele suspenderia a fala de mesma.

Diante da intervenção, Maria Inês optou por deixar a mesa e não prosseguiu com sua participação. O episódio gerou ampla repercussão e críticas de instituições, militantes da causa LGBTQIAPN+ e setores acadêmicos.

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Link da Matéria – via RD News

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