Dom Aquino e Porto são os bairros com mais casos de violência contra a mulher; veja lista

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Os bairros Dom Aquino, Porto, Morada da Serra – que reúne os CPA’s I, II, III e IV – e Pedra 90 concentram os maiores números de crimes contra mulheres em Cuiabá e Várzea Grande, segundo o Anuário 2024 da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), divulgado nesta terça-feira (16). No ranking, Dom Aquino e Porto registraram 52 ocorrências cada, enquanto Morada da Serra contabilizou 49 e o Pedra 90, 47.

O relatório apresenta um panorama detalhado dos atendimentos realizados pela DEDM e traz um ranking dos bairros com mais e menos ocorrências na Grande Cuiabá. Na outra ponta, locais como Petrópolis e Manga (em Várzea Grande), além de Parque do Lago, Jardim Modelo, Jardim Renascer, Miguel Sutil, Praeiro e Nova Suíça, registraram apenas duas ocorrências cada.

A publicação chama atenção para o fato de que a violência doméstica não está restrita às periferias. Bairros da Capital considerados mais centrais ou desenvolvidos também figuram entre os que tiveram registros relevantes, como o Centro Político Administrativo (23 casos), Boa Esperança (22) e Jardim das Américas (20). PJC/MT

 

Segundo a delegada titular da DEDM, Judá Maali, o fenômeno atinge diferentes perfis sociais.

“A gente imagina que quem pratica violência são só aqueles homens no recorte social. Não. Preponderam todas as classes sociais e se destacam também aqueles homens que têm ensino médio superior. Então, são homens que têm conhecimento, que têm escolaridade, que poderiam refletir sobre a violência doméstica”, ressalta.

O Anuário também destaca a histórica subnotificação da violência doméstica, sobretudo em regiões com menor acesso a delegacias especializadas, apoio psicológico e assistência jurídica. Esses fatores socioeconômicos contribuem para que muitos casos não entrem nos registros oficiais.

 Segundo relatório, no compilado de cinco anos foram 22.356 atendimentos registrados.

Em 2020, os registros somaram 2.061 atendimentos, número que aumentou para 3.110 em 2021. O salto mais expressivo ocorreu em 2022, quando os atendimentos atingiram 6.081, quase o dobro do ano anterior. Em 2023, houve uma redução, com 4.881 atendimentos, mas em 2024 verificou-se nova elevação, alcançando 6.223 atendimentos. De 2023 para 2024 houve um aumento de 27%. 

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Link da Matéria – via RD News

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