
O Governo da Bahia exibiu os vagões do VLT, adquiridos de Mato Grosso no ano passado, que passaram por reforma na fábrica da CAF Brasil, em Hortolândia – SP. O modal, que foi substituído pelo BRT em Cuiabá e Várzea Grande, vai rodar em Salvador e na Região Metropolitana.
Governo da Bahia
“E já avisamos: ele tá lindão, cheio de cores que lembram nosso mar, nossas casas e a energia do pescado. Ou seja, tá a cara da Bahia e pronto pra brilhar nos trilhos”, diz postagem nas redes sociais.
Além disso, o governo baiano aproveito para falar das vantagens do modal.
“Mas não é só beleza não, viu? O VLT vem com muito conforto, acessibilidade e espaço pra geral, além de estrutura pensada pra marisqueiras e pescadores levarem suas mercadorias. É mobilidade moderna, funcional e com toque baiano, do jeitinho que a gente gosta”, completa a postagem.
Os últimos vagões do VLT foram transferidos de Várzea Grande até Hortolândia em julho deste ano. A operação é conduzida pelo Governo da Bahia, que, posteriormente, transportará os veículos até Salvador.
A transferência faz parte do acordo firmado entre os Governos de Mato Grosso e da Bahia e o Consórcio VLT, com mediação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ao todo, os 40 vagões foram negociados por R$ 793,7 milhões. O acordo estabeleceu o pagamento para Mato Grosso em quatro parcelas anuais, corrigidas pela inflação. A primeira foi paga em dezembro de 2024.
As obras do VLT foram iniciadas em 2013, com a expectativa de que o modal atendesse a população da Região Metropolitana e os turistas durante os jogos da Copa do Mundo de 2014. No entanto, os trabalhos foram paralisados ainda em 2014, com menos de 20% dos trilhos implantados, deixando um rastro de obras inacabadas e prejuízo milionário.
Investigações policiais e revelações feitas por meio de delações premiadas indicaram que a escolha do modal e a contratação do consórcio foram marcadas por corrupção e pagamento de propinas.
Com isso, o Governo do Estado decidiu rescindir o contrato com as empresas responsáveis. Após alguns anos de disputas judiciais, o acordo mediado pelo Tribunal de Contas da União encerrou o caso e permitiu o ressarcimento dos cofres públicos.
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