Abilio diz que humorista não desceu do palanque e defende processo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu o processo protocolado contra o humorista Thyago Mourão, argumentando que não se trata de humor, mas sim uma militância politico-partidária, promovida para atacar a sua gestão de maneira caluniosa. Nas eleições de 2024, Mourão, conhecido pelo humor ácido, atuou na campanha de Lúdio Cabral (PT), que perdeu no 2º turno justamente para Abilio.

No atual embate, Mourão compartilhou imagens de inteligência artificial fazendo referências ao rompimento entre o prefeito e a vice, Vânia Rosa (Novo), que foi exonerada da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), e até chamou a PM para o gestor, quando se sentiu exposta com uma “batida” na secretaria.

Reprodução

Na postagem, o humorista  fez sátira com nomes de filmes: Até que a maca nos separe; Ainda Estou Aqui – Ela foi exonerada, mas continua como vice; Diário de um Aborrecente (com Leonardo Di Caps); O Maníaco da Maca – Onde tem maca ele invade: UPA, Semob; e outros.

Na versão do prefeito, houve um extrapolamento  dos limites do humor. Por isso, pede indenização de R$ 40 mil na Justiça.

Em entrevista nesta terça-feira (19), Abilio foi  lembrado que criticou a condenação do humorista Leo Lins por fazer piadas discriminatórias, e enquadrado sobre a possibilidade de “dois pesos e duas medidas” promovida por ele. Contudo, considera que no caso de Cuiabá, o cunho é político.

“Vamos por partes. Primeiro, uma questão, uma coisa é humor, outra coisa é militância política. O Mourão, ele tá em campanha ainda. Desde que ele apareceu na campanha do Lúdio, na última eleição, ele continuou mantendo a postura de militância político-partidário. Como ele é um militante, nada mais sobra do que o recurso da Justiça”, apontou o prefeito.

Abilio, que defende a “liberdade de expressão”, ressaltou que todos tem liberdade de falar qualquer coisa, desde que estejam preparados para passar pelo crivo da Justiça. Neste caso, reiterou a necessidade de um esclarecimento sobre os limites do humor e da militância: “Quanto ao humor não tem problema nenhum. Tudo que ele faz a gente brinca. Agora, aquilo que for militância política a gente não pode deixar de lado, quando se trata de fake news, distorção da verdade, matérias de cunho calunioso e a justiça, ela permite isso”, disse.

“A liberdade de expressão te permite falar o que você quiser. E você é responsável por aquilo que fala. E cabe a Justiça fazer a avaliação se aquilo que você disse ofende ou não, se aquilo que você disse é humor ou não. E aí, a gente entrou na Justiça para que ela possa distinguir até onde é humor, até onde é militância. Se ele quiser continuar fazendo humor, não tem problema nenhum. Se ele quiser fazer militância, infelizmente, militância política tem suas consequências”, emendou.

Nas redes sociais, Thyago recebeu apoio e ironizou o processo, resgatando um vídeo de Abilio argumentando que figuras públicas podem e devem ser criticadas por meio do humor. “Defensor da liberdade de expressão que arrega quando vira o alvo. Censura Não”, disparou Mourão.

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Link da Matéria – via RD News

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