
O presidente da Assembleia Legislativa Max Russi (PSB) se mostra revoltado com a postura de parte da Câmara de Cuiabá, que aprovou moção de repúdio contra a decisão do Parlamento estadual que derrubou o veto do governador Mauro Mendes (União) aos chamados mercadinhos dentro dos presídios do Estado. Em entrevista à imprensa, Max avalia que posição tem viés político tendo em vista que o autor da moção, Dilemário Alencar (União), é pré-candidato a deputado, assim como outros vereadores.
“Disputou algumas eleições, não teve oportunidade de ser eleito, não teve oportunidade estar na Assembleia e está procurando todos os argumentos e formas possíveis para desmerecer quem está na Assembleia e para se promover”, dispara.
Max ressalta que respeita a decisão dos 14 dos 27 vereadores que apoiaram a moção, mas reflete: “Já pensou se a gente começasse a discutir Câmara dos Horrores aqui? Não é a nossa forma [de agir], nós queremos um Poder Legislativo forte, votando os projetos para Cuiabá, para a população de Cuiabá, cuidando da limpeza da cidade, cuidando dos buracos da cidade, trabalhando essas ações importantes como abrir um hospital infantil para Cuiabá”.
Luciano Campbell/ALMT
Em seguida, o presidente voltou a defender a posição da Assembleia sobre os mercadinhos. Segundo Max, ao derrubar o veto, os deputados querem apenas que os detentos tenham acesso aos itens básicos e necessários para uma detenção digna. O presidente da Assembleia ressalta que os deputados não liberaram a venda de nada supérfluo.
“Mas, tem gente que acha que a mulher tem que ficar lá sem o absorvente, tem que ficar lá sem escovar os dentes, sem usar o sabonete. Lá [nos presídios] nós temos crimes bárbaros em que a gente talvez gostaria que tivesse uma pena de morte ou algo nesse sentido, porque realmente são pessoas que não poderiam nem ir para a cadeia, mas nós temos pessoas lá que, já aconteceu, foram julgadas de forma injusta, nós temos as pessoas do 8 de janeiro, que muitos pregam anistia. Enfim, nós temos todos os tipos de presos”, argumenta.
Ainda segundo ele, o Parlamento vai cobrar uma fiscalização rigorosa para que os mercadinhos não sejam “braço” do crime organizado e também não tenham itens supérfluos como Nutella, sorvete e itens de marca. “Se você vender ali, tiver para vender 4, 5 itens, isso não vai alimentar facção, isso não vai dar lucro, isso não vai gerar receita, isso não vai ter interesse nenhum. Esse debate é um debate amplo, que já está muito politizado. A Câmara de Vereadores tenta politizar esse debate”, finaliza.
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