
O estudante de Direito, Lucas Ishida, de 22 anos, trava uma batalha contra a pericardite recorrente. Com o apoio de sua família, Lucas criou uma vaquinha online para custear as medicações, consultas e honorários de advogados.
A pericardite é a inflamação do pericárdio, um saco fino de duas camadas que envolvem o coração. Ele ajuda a proteger o coração e mantê-lo no lugar. Já a pericardite recorrente significa que essa inflamação retorna após um período sem sintomas, de pelo menos 4 a 6 semanas, após uma pericardite aguda.
Atualmente, Lucas Ishida mora em Mafra (SC), entretanto, faz todo o tratamento em Curitiba (PR). No Instagram, seu pedido de ajuda acumula curtidas, comentários e republicações de amigos, professores e familiares de Cuiabá, onde viveu grande parte da sua vida. O jovem dividiu a infância e adolescência entre Rondonópolis (212 km de Cuiabá) e a capital.
Em entrevista ao , a namorada de Lucas, Yasmin Pietrangelo, conta que eles estão há cerca de três anos investigando o problema de saúde de seu companheiro. Inicialmente, ele apresentava fortes dores no peito e falta de ar, na primeira ida ao hospital, o diagnóstico foi de estresse e ansiedade. As crises continuaram e, por aproximadamente dois anos, foi tratado com corticoides que aliviavam temporariamente os sintomas.
Com a persistência dos sintomas, surgiu a suspeita de um problema pulmonar, que o levou ao acompanhamento com pneumologista e, consequentemente, a uma bateria de exames. No entanto, a causa seguia sem um diagnóstico conclusivo. No início desse ano, após uma crise intensa, que o impedia até de se deitar, o jovem foi levado à UTI. Foi então que os médicos identificaram a pericardite, após analisar os sintomas.
No início do ano, Lucas começou acompanhamento com cardiologistas; no entanto, o quadro continua recorrente. Nesse período, o estudante já foi internado cerca de cinco vezes, e em três dessas ocasiões precisou de UTI.
A principal dificuldade é descobrir a causa da pericardite. Yasmin conta que o caso é considerado raro, afinal, trata-se de um jovem, na casa dos 20 anos, sem fatores de risco ou histórico familiar relacionado à doença.
Lucas faz uso de corticoides há aproximadamente um ano, porém o uso prolongado desse tipo de medicamento não é recomendado. Por isso, o tratamento agora envolve uma medicação de alto custo para substituir o corticoide e controlar a doença , em que cada ampola custa aproximadamente R$ 5 mil, e o uso deve ser diário.
Existe também a possibilidade de uma cirurgia de retirada do pericárdio, caso o organismo continue atacando essa membrana que envolve o coração. No entanto, o procedimento é considerado altamente invasivo, e por isso a família opta por evitá-lo.
As doações podem ser realizadas via PIX pela chave 6434331@vakinha.com.br

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