
Os deputados federais de Mato Grosso que disputam a reeleição já gastaram, juntos, R$ 12,6 milhões na campanha eleitoral, conforme os dados de despesas declarados à Justiça Eleitoral. O limite legal de despesa para cada candidatura, individualmente, é de R$ 3.176.572,53.
Entre os candidatos com valores já em prestação de contas e analisados pelo , quem mais avançou sobre o teto foi a deputada Coronel Fernanda (PL), que declarou R$ 2.922.003,64 em despesas. O montante corresponde a 91,99% do limite, restando pouco mais de R$ 254,5 mil até o teto permitido.
Na sequência aparece Juarez Costa (Republicanos), com R$ 2.254.180,46, equivalente a 70,96% do limite. O deputado ainda possui uma margem de aproximadamente R$ 922,3 mil para novos gastos.
Coronel Assis (PL) já desembolsou R$ 2.125.825,53, ou 66,92% do teto, enquanto Emanuelzinho (PSD) declarou R$ 1.922.933,11, correspondente a 60,53%.
Já o deputado Fábio Garcia (União) aparece com R$ 1.679.254,42 em despesas, o equivalente a 52,86% do limite legal.
Rodrigo Zaeli (PL) soma R$ 1.141.610,31 em gastos, 35,93% do permitido, enquanto Nelson Barbudo (PL) declarou R$ 633.204,62, o equivalente a 19,93% do teto.
Onde o dinheiro foi gasto?
Além do volume total, as prestações de contas mostram estratégias diferentes entre os candidatos.
Coronel Assis concentrou os maiores valores em atividades de militância e mobilização de rua, com R$ 655,8 mil, e publicidade por materiais impressos, que consumiu R$ 519,6 mil.
Coronel Fernanda já destinou R$ 649,8 mil para publicidade em materiais impressos, R$ 615,7 mil para despesas com pessoal e outros R$ 500 mil em impulsionamento de conteúdos.
Emanuelzinho apresenta uma concentração ainda maior em publicidade por adesivos. Foram R$ 955,1 mil, praticamente metade de todo o valor declarado pelo parlamentar até o momento.
Juarez Costa, por sua vez, gastou R$ 541,5 mil em atividades de militância e mobilização de rua e R$ 528,2 mil em serviços prestados por terceiros.
Entre as maiores despesas de Fábio Garcia estão R$ 402,4 mil com pessoal, R$ 335,3 mil em militância e mobilização de rua e R$ 300 mil em serviços advocatícios.
Rodrigo teve principais gastos baseados em serviços advocatícios, com R$ 250 mil, seguidos de serviços prestados por terceiros, com R$ 229,4 mil e cessão ou locação de veículos, com R$ 209,6 mil.
Apesar de aparecer entre os que menos gastaram proporcionalmente, Nelson já declarou R$ 215 mil em serviços prestados por terceiros e R$ 182,3 mil em publicidade por adesivos.

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