Lúdio teme ‘fakes’ para travar CPI da OI e Consignados na AL

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) manifestou preocupação com as manobras de bastidores na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) com potencial para travar investigações e a abertura da CPI da Oi e dos Consignados. O parlamentar confirmou que o requerimento conta com sete das oito assinaturas necessárias para a instalação, mas alertou para o risco de tratativas da base governista por meio da criação de pautas irrelevantes para blindar o Executivo.

 

“Falta uma assinatura para que ela possa ser instalada, mas infelizmente ouvi um zum-zum-zum em plenário de que haveria outras CPIs na fila. Me preocupa que, quando alcançarmos as oito assinaturas, a gente ainda tenha que enfrentar esse problema da ‘fila de CPIs fakes’ proposta pela bancada do governo para evitar investigações sérias”, alertou em coletiva nesta quarta-feira (26).

 

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Paralelamente às articulações da nova CPI, o parlamentar cobrou transparência do ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, no depoimento agendado na CPI da Saúde. O parlamentar classificou a oitiva como indispensável, ressaltando a necessidade de esclarecer a aplicação dos recursos públicos e a queda na qualidade dos serviços prestados à população mato-grossense.

 

“É necessário o depoimento do ex-secretário, embora tardio, porque estamos lutando para que essa CPI fosse instalada desde a pandemia. É muito importante que ele venha esclarecer como conseguiu gastar bilhões na saúde e piorar o atendimento à nossa população. Se ele se calar, quem cala confessa os erros e os fracassos que cometeu”, afirmou.

 

Sobre a tentativa de evitar o depoimento por via judicial, o ex-gestor teve o pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça na última sexta-feira (21). Com a decisão, Figueiredo foi obrigado a comparecer à convocação remarcada para a próxima quarta-feira (02), embora mantenha o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Para Lúdio, a busca pelo recurso judicial apontou uma contradição no discurso de transparência adotado pela gestão.

 

“Se fez isso [pedir o habeas corpus], contradiz o posicionamento de quem diz ser transparente e querer esclarecer os fatos. Espero que ele aproveite essa oportunidade para explicar, como eu disse mais de uma vez, como o Estado conseguiu gastar bilhões e bilhões na saúde e piorar a qualidade do atendimento à população. Se ele se calar, quem cala, confessa os erros e os fracassos que cometeu”, completou o deputado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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