
O senador Wellington Fagundes (PL) garante que tem aval para ser pré-candidato ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 , em sintonia com o Executivo Nacional, assim, sinaliza que deve cobrar fidelidade dos filiados do partido depois da chancela sobre seu nome na convenção partidária que será realizada no próximo ano. Sem qualquer chance de recuo, o recado foi direcionado a uma ala do PL que apoia o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que é empurrado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil).
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Mauro é cotado para ser o candidato ao Senado por Mato Grosso com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em uma dobradinha com o federal José Medeiros. Assim, cria-se um cenário de conflitos, que passa a ser minado por bolsonaristas que resistem ao nome de Fagundes, que ainda tem mais 5 anos de mandato no Senado Federal.
“O PL já tem uma definição. O PL já aprovou a pré-candidatura do Wellington Fagundes, nacional e estadual. Essa discussão já foi, já está definida”, iniciou ele, em entrevista, ao comentar sobre uma mobilização de prefeitos de Mato Grosso a favor de outro projeto. Para ele, são apenas especulações que podem ser feitas, contudo, sem qualquer compromisso de mudança.
Um dos nomes mais resistentes ao senador é o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que tem se aproximado de Pivetta, o candidato de Mauro, e que deve fazer frente a Wellington. Abilio nega aproximação por interesse , embora, nos bastidores, sua esposa, a vereadora Samantha Iris (PL), tem sido cotado para compor com Pivetta ao Governo .
No entanto, o senador mostrou-se convicto de que o PL de Mato Grosso, em sintonia com o Nacional, vai fazer valer o regimento interno quanto à fidelidade nas candidaturas do partido, por entender a necessidade de unidade: “Nós temos um regimento interno, temos um estatuto do partido e a legislação é muito clara. Nós vamos fazer o que a lei manda”.
“Dentro do nosso partido, nós vamos discutir sim. A regra é de acordo com a legislação. E claro, o filiado ao partido tem que defender os candidatos do partido. Então por isso que existem as convenções. E as convenções são feitas pela maioria”, emendou, sinalizando que somente a Nacional sob gerência do presidente Valdemar Costa Neto tem autonomia de interferência.

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