
No Setembro Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o Alzheimer, a Unimed Cuiabá, por meio do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, destaca o Programa Viver Melhor, voltado a beneficiários a partir de 60 anos. A iniciativa busca fortalecer a autonomia, a independência e a qualidade de vida da população idosa, reunindo atividades de educação em saúde, prevenção de doenças e acompanhamento de fatores de risco.
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Segundo a geriatra Walthyane Pinheiro Poussan, do Viver Bem, embora ainda não exista cura para o Alzheimer, os tratamentos disponíveis podem retardar a evolução da doença, preservar a independência por mais tempo e controlar alterações de comportamento.
“Os medicamentos disponíveis no Brasil são indicados conforme o estágio da doença, mas precisamos investir também em abordagens não farmacológicas, como estimulação cognitiva, atividade física, terapia ocupacional, adaptações de segurança no ambiente e apoio emocional e social às famílias”, explica a médica.
O Brasil convive hoje com cerca de 1,8 milhão de pessoas com algum tipo de demência — número que pode chegar a 2,8 milhões até 2030, segundo o Economist Impact. O Alzheimer responde por até 70% dos casos.
Nos últimos anos, pesquisas internacionais trouxeram novas perspectivas. Em abril de 2025, a Anvisa aprovou o medicamento Donanemab (Kisunla), da farmacêutica Eli Lilly, autorizado para comercialização no Brasil, mas ainda sem previsão de chegada às farmácias. Já o Leqembi (lecanemab) recebeu aprovação da FDA nos Estados Unidos em agosto de 2025 e também se apresenta como alternativa para desacelerar a doença.
Apesar dos avanços, a especialista lembra que a cura ainda é distante.
“O Alzheimer é multifatorial. Dificilmente haverá uma única medicação capaz de eliminar a doença. O que temos são tratamentos que retardam a progressão e proporcionam mais qualidade de vida para os pacientes e familiares”, destaca Walthyane.
O relatório Lancet Commission 2020, atualizado em 2023, aponta 12 fatores de risco modificáveis que poderiam reduzir até 45% dos casos de demência se tratados ao longo da vida. Entre eles: baixo nível educacional, perda auditiva ou visual, hipertensão, diabetes, obesidade, traumatismo craniano, tabagismo, depressão, isolamento social, inatividade física e poluição do ar.
Além disso, o histórico familiar é considerado o principal fator de risco após os 65 anos. Ter um parente de primeiro grau com Alzheimer aumenta em até 70% as chances de desenvolver a doença. Já as formas pré-senis, mais raras e agressivas, podem surgir entre os 40 e 60 anos e estão mais associadas a fatores hereditários.
Programa Viver Melhor
Programa de atenção integral em saúde, destinado aos beneficiários da Unimed Cuiabá com idade a partir de 60 anos e pretende promover a autonomia, independência e qualidade de vida da pessoa idosa, reunindo um fluxo de ações de educação, promoção da saúde, prevenção de doenças evitáveis e gerenciamento dos fatores de risco e doenças crônicas.
Como funciona?
O primeiro atendimento é realizado por um(a) enfermeiro(a), responsável pela coordenação do cuidado. Os participantes são acompanhados por uma equipe interdisciplinar especializada, composta por médicos, enfermeiros, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, dentre outros.
Inscrições
Interessados em participar do Viver Melhor devem realizar sua inscrição CLICANDO AQUI.
Outras possibilidades são: receber encaminhamento do médico cooperado via sistema RES. ou realizar a inscrição de forma presencial, no Espaço Viver Bem (Rua Comandante Costa, n.º 2063 – Centro Sul – Edifício Comercial São Miguel Business Center). (Ao lado do estacionamento do Hospital Unimed Cuiabá)
Telefone: (65) 3612-8800

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