
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), revelou na noite de ontem (24) que três aliados importantes de Abilio Brunini (PL), candidato à prefeitura, pediram seu apoio na campanha para o segundo turno. Conforme Pinheiro, os pedidos foram feitos pelos deputados estaduais Faissal Calil (Cidadania) e Diego Guimarães (Republicanos), além do ex-deputado federal Neri Geller (PP) e o presidente estadual do PL, Ananias Filho. O prefeito afirmou que conversou por 12 minutos com Ananias e no fim recusou a solicitação, mantendo sua postura de neutralidade na disputa.
Ananias confirmou que pediu para Emaneul não ‘desequilibrar a disputa’ com declaração de apoio. O prefeito, em novo vídeo, apresentou capturas de tela das conversas para comprovar as abordagens. O prefeito mencionou que o pedido por apoio teria ocorrido nos dias 17, 18 e 19 de outubro, pouco antes do debate realizado pela TV Vila Real. Pinheiro também revelou que, no último sábado (19), o presidente do PL, Ananias Filho, o teria procurado com a mesma intenção. ‘Ele me ligou e pediu meu apoio para o Abílio.
Disse que a campanha estava enfrentando dificuldades, especialmente entre os servidores públicos e pescadores, e que meu apoio poderia ser decisivo’, afirmou Pinheiro no vídeo. No conteúdo divulgado, Emanuel mostrou trechos das conversas com Ananias. ‘No sábado, às 9h35, eu respondi à mensagem dele. Um minuto depois, ele me ligou, e nós conversamos por 12 minutos. Ele lamentou a escolha de Abilio em buscar apoio do governador Mauro Mendes, afirmando que isso teria prejudicado a campanha’, relatou o prefeito, enquanto exibia os prints das mensagens trocadas via WhatsApp.
A revelação gerou repercussão imediata. Em resposta à Gazeta, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, negou veementemente as acusações feitas por Emanuel. Porém confirmou que pediu para Emanuel não entrar na disputa neste segundo turno.
‘Falei com ele, e pedi para que não entrasse com apoio para não desequilibrar a disputa. Porque, se ele ficasse arrecadando recurso, seria prejudicial para o processo eleitoral. Mas não pedi nenhum apoio. E nem sabia que o Faissal Calil e o Diego estavam encontrando com ele. Até hoje, eu tinha consideração pelo Emanuel Pinheiro (MDB) por ser uma autoridade. Mas não falo mais, ele é um canalha. Falei, porque presidente de partido fala com todo mundo. Nunca fui autorizado pelo Abilio a pedir apoio ao Emanuel’, disse Ananias em entrevista ao jornal A Gazeta.
Irritado, o candidato a prefeitura de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que não autorizou que ninguém fale por ele ou peça apoios a sua campanha. A declaração vem minutos depois à Gazeta, ao ser questionado sobre as declarações de Emanuel Pinheiro (MDB).
Abilio diz que não autorizou
Abílio Brunini, alvo direto da revelação, reagiu com irritação e negou qualquer tentativa de aproximação com o prefeito. Eu não autorizei ninguém a falar em meu nome. Eu não quero o apoio do Emanuel, eu não estou nem aí para o Emanuel. Só quero que ele explique as 23 operações que sua gestão sofreu, declarou Abílio, demonstrando frustração com as acusações.
Por meio de nota, o deputado Diego Guimarães (Republicanos) também refutou as alegações de Pinheiro e insinuou que o prefeito estaria tentando tumultuar o processo eleitoral. “Emanuel sabe que, se eleito, Abílio vai trazer à tona muitos atos da gestão atual que seguem escondidos por razões óbvias, disse Guimarães, acusando o prefeito de usar a situação para desviar o foco de sua própria administração”.
Geller e Faissal negam pedidos
O ex-deputado federal Neri Geller (PP), por sua vez, gravou um vídeo em que afirma estar fora de Cuiabá há semanas e nega envolvimento direto com a campanha de Abilio. Conversar, eu converso com muita gente, troco ideia, isso sim. Agora apoio, estou fora, disse Geller, sem negar completamente a versão apresentada por Emanuel Pinheiro, mas deixando claro seu afastamento do processo eleitoral.
Já o coordenador de campanha de Abílio, deputado Faissal Calil (Cidadania), publicou um vídeo no Instagram rechaçando as acusações. Emanuel está desesperado porque vai sair da prefeitura como o pior prefeito da historia. É um dissimulado, comentou.
A troca de acusações marca mais um capítulo de tensões na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, onde a reta final das eleições têm sido marcada por ataques pessoais e polêmicas, ofuscando o debate sobre propostas para a cidade. Emanuel Pinheiro, que afirma manter-se neutro no segundo turno, se vê no centro de uma polêmica que envolve alguns dos principais nomes da política local.
Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta
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