
A vereadora por Cuiabá, Maria Avallone (PSDB), vê com bons olhos que a Câmara de Cuiabá ande em sintonia com o prefeito Abilio Brunini (PL), contudo, reconhece que há excessos do Poder de influência e o repasse de problemas, que devem ser solucionados diretamente pelo Poder Executivo, e não pelo Parlamento.
“A participação de um prefeito aqui na Câmara é importante. Um prefeito que queira trazer proposta para que os vereadores possam também estar, assim, até ajudando no trabalho do vereador. Mas, tudo tem um limite, cada um no seu quadrado. Executivo é o Executivo e aqui é o Legislativo e aqui a gente tem que respeitar, sim, nós vereadores”, disse em entrevista à imprensa.
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A parlamentar expôs dois exemplos, um de maneira positiva, como a proposta de Abilio sobre auxílio aos afetados pelas chuvas , e como negativo, citou a influência do liberal para a abertura de uma Comissão Processante para apurar o contrato entre a CS Mobi, empresa que explora o estacionamento rotativo e o Município.
“Eu acho que sim, [está extrapolando], tem coisas que a gente pode estar conversando com ele sobre, por exemplo, a CPI que quer se colocar do estacionamento. Eu acho que o prefeito Abilio tem toda a autoridade e autonomia para fazer isso [romper o contrato]. Ele não precisa nem da Câmara […] Ele tem a autoridade de analisar e de resolver isso sem precisar estar mandando aqui para a Câmara. É a minha opinião”, alegou.
A CPI foi proposta pelo vereador Rafael Ranalli (PL), mas, para Maria Avallone, se o próprio prefeito encontrou falhas na contrapartida que a empresa deveria prestar e se há indícios robustos que embasem o rompimento, compreende que não compete à Câmara analisar o assunto. Ela não assinou a CPI.
Por fim, avaliou que a Câmara não pode abraçar todas as demandas sem analisar se há coerência ou invasão de competência: “Nós fomos eleitos não para ser pressionados pelo prefeito, mas sim, para estar aqui e analisar propostas boas que ele possa mandar”.
“Não podemos fazer o que todos dizem, que a Câmara é um puxadinho do Executivo e não é. Essa gestão, por exemplo, não é. Por exemplo, a vereadora aqui Maria Avallone, não é. Eu vou sempre estar analisando todas as propostas, todos os trabalhos que o prefeito mandar para a nossa Câmara. Eu vou estar sempre atenta e vou dar sempre a minha opinião do que eu acho”, endossou.
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