
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Após passar três dias na prisão, por suposta participação no esquema de propinas na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG), o vereador por Várzea Grande, Pablo Pereira (União), jura inocência e diz pretende aumentar a fiscalização no órgão. O parlamentar, que é candidato à reeleição, afirmou que já levantava a bandeira da privatização do DAE e que agora, mais do que nunca, irá atuar para que não fique nenhuma dúvida sobre a sua conduta em relação ao órgão.
“Eu levanto a bandeira da privatização, levantei lá atrás e continuo, porém, a privatização leva tempo, uma autarquia igual ao DAE demora um ano e meio a dois anos. Enquanto isso, a gente tem que tentar amenizar o sofrimento do povo de Várzea Grande levando água a eles. Se eu já era, agora vou ser ainda mais fiscalizador assíduo do DAE, aquele cara incisivo mesmo, até mesmo porque eu quero tirar essa pecha da minha vida e demonstrar minha inocência”, disse durante visita a sede do portal e entrevista ao Rdtv Cast. Rodinei Crescêncio/Rdnews
Vereador por Várzea Grande Pablo Pereira concede entrevista aos jornalistas Polyana Mazzo e Jacques Gosch durante entrevista no Rdtv Cast
Pablo foi preso na última sexta-feira (20), após ser um dos alvos da operação Gota D’água que investiga o suposto esquema de propinas na Diretoria Comercial do DAE. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida. O parlamentar já havia sido afastado do cargo, conforme decisão da Câmara dos Vereadores. O primeiro suplente é Valdemir Bernadino de Souza, o Nana (UB), mas ele ainda não foi empossado.
Ainda na sexta, a defesa de Pablo informou que havia solicitado a revogação da prisão preventiva, mas o magistrado havia declarado não ter tempo hábil para a análise da tese, de modo que a apresentação de um pedido, de forma escrita, que seria analisada no tempo adequado.
Ele foi solto na segunda-feira por determinação do desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo os advogados Rodrigo Araújo e Michel Pereira, a libertação do vereador ocorreu após o julgamento do habeas corpus (HC) impetrado pela defesa, que contestou a decisão anterior de prisão preventiva.
Durante a operação foram cumpridos 123 mandados judiciais, entre eles estão 25 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços vinculados a 22 pessoas investigadas. Além dele, outras oito pessoas foram presas e cumprem prisão domiciliar.
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