Vereador Paulo Henrique afirma que ficou surpreso ao ser alvo de operação policial

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O vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), disse que ficou surpreso ao saber que é um dos alvos da Operação Ragnatela por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para facções criminosas. O parlamentar afirma que o único elo dele com o caso é a amizade pessoal que ele tem com o produtor Rodrigo Leal, preso na operação.

Reprodução

O vereador contou que conheceu Rodrigo quando o contratou para ser seu produtor na Confraria do Bode, um bloco carnavalesco que faz parte da diretoria. O parlamentar confirma que indicou Rodrigo para trabalhar no cerimonial da Câmara por conta dessa amizade, mas que jamais soube das práticas feitas por ele na vida pessoal.

“Recebi com muita surpresa […] meus advogados já estão dentro do inquérito e é o momento de esclarecermos a verdade. O Rodrigo é um produtor de eventos e é meu amigo há 25 anos. Agora, saber o CPF da pessoa, o que ele faz, não vem a mim. A indicação do Rodrigo como cerimonial da Câmara Municipal foi minha porque é meu amigo. Ele foi indicado e foi exonerado”, disse Paulo Henrique em entrevista à Rádio Cultura ness, a sexta-feira (7).

Paulo Henrique era presidente do Sindicato de Agentes de Regulação e Fiscalização de Cuiabá e é acusado de ter utilizado a entidade para lavagem de dinheiro da facção criminosa. Segundo a investigação, o parlamentar teria facilitado a liberação de documentos para realização de shows nacionais promovidos pelo Comando Vermelho em quatro casas noturnas de Cuiabá.

O objetivo do grupo seria usar os valores obtidos como lucro dos eventos para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas. 

A defesa do vereador diz que ele não pode ser responsabilizado por atos de terceiros porque era procurado para dar encaminhamento de como os organizadores poderiam emitir os alvarás para a realização dos eventos, mas que não tem como saber o que era feito depois da certificação.

“O Paulo não foi alvo de prisão. O Paulo não foi alvo de nenhuma medida de bloqueio de contas. O que nós temos é uma busca e apreensão e para nós advogados, que militam na área penal, sabe que um dos quesitos para determinar uma busca e apreensão é a suspeita. Então é uma coisa menor que eventuais indícios […] o Paulo não pode ser penalizado e responsabilizado por atos de terceiros. O que nós temos hoje é uma suposta pratica em que o Paulo não tem qualquer tipo de envolvimento”, pontuou o advogado do vereador Paulo Henrique, Ricardo Spinelli.

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