
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (26), ordens judiciais de afastamento cautelar das funções públicas contra um vereador e um servidor municipal investigados por participação em um esquema milionário de fraudes em licitações. A ação faz parte da Operação Cenário Montado, que apura desvios de recursos públicos em Barra do Garças e Pontal do Araguaia, na região do Araguaia.
As medidas foram determinadas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, com base em investigação da 1ª Delegacia de Polícia do município. Segundo a apuração, o vereador, que também já foi secretário de duas pastas em Pontal do Araguaia, e o servidor da área de licitações tiveram papel decisivo na execução das fraudes.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso atuava de forma organizada para manipular orçamentos, superfaturar contratos e simular concorrência entre empresas em processos licitatórios. As irregularidades configuram crimes de falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de dinheiro e violação da Lei de Licitações.
Mesmo após o início das primeiras fases da operação, os investigados teriam continuado a agir por meio de novas empresas de fachada registradas em nome de familiares, com o objetivo de burlar decisões judiciais anteriores que suspenderam suas atividades.
Com base nas novas evidências, a Justiça determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e proibiu que eles acessem prédios municipais, sistemas de gestão ou processos administrativos. Também foi imposta a restrição de contato com pessoas ligadas à investigação.
A operação desta sexta-feira foi presidida pelo delegado Adriano Marcos Alencar, com apoio dos delegados Pablo Borges Rigo e Raphael Diniz, sob coordenação do delegado regional de Barra do Garças, Wilyney Santana Borges. A ação é um desdobramento das Operações Cenário Montado I e II, deflagradas em março e maio deste ano.
“Cenário Montado”
O nome da operação faz referência à simulação de concorrência entre empresas de fachada em licitações públicas, um “cenário montado” para dar aparência de legalidade aos processos fraudulentos e enganar a administração municipal.

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