Vereador é alvo de operação suspeito de “interlocução” de esquema de shows

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PJC

A investigação que resultou na Operação Ragnatela , nesta quarta (05), identificou que o show em que o MC Daniel foi hostilizado, em dezembro do ano passado, está entre os eventos promovidos na casa noturna adquirida pelo Comando Vermelho pelo valor de R$ 800 mil, com lucros do crime. Os faccionados realizavam show com MCs nacionais no local, em conjunto com promotores de evento. No entanto, MC Daniel foi escoltado para fora do show por ser de estado onde o Primeiro Comando da Capital (PCC) atua. Um vereador por Cuiabá é suspeito de fazer parte do esquema, fazendo a  interlocução com os agentes públicos agentes públicos – dois foram afastados, um deles é fiscal da prefeitura.

Na época, o cantor precisou sair às pressas durante uma apresentação após sofrer ataque do público. Algumas pessoas jogaram copos e outros objetos no artista e na equipe dele, e teve que sair escoltado do local . Isso porque, segundo a investigação, os faccionados repassaram ordens para que não fossem contratados artistas de São Paulo, tendo em vista ser o estado do PCC, rival da que atua no estado de Mato Grosso.

Por causa disso, o faccionado do CV que promoveu o show foi punido pelo grupo com a pena de ficar sem realizar shows e frequentar casas noturnas em Cuiabá, pelo período de dois anos. 

Durante as investigações também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária. A Ficco apurou ainda que um vereador atuava em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros.  Dois servidores, entre eles um fiscal da prefeitura, foram afastados.

Em continuidade à investigação, os policiais identificaram um esquema para introduzir celulares dentro de unidade prisional e transferências de lideranças da facção para presídios de menor rigor penitenciário, a fim de facilitar a comunicação com o grupo investigado, que se encontra em liberdade.

No último dia 1° de junho, foi identificado que dois alvos da investigação fugiram para o estado do Rio de Janeiro. Um deles é considerado o principal líder da facção criminosa investigada, atualmente em liberdade, e estava viajando com documentos falsos. Os criminosos foram abordados ainda dentro da aeronave, logo após o pouso no aeroporto carioca de Santos Dumont.

A Operação Ragnatela contou com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas de Segurança Pública (Ciopaer) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público Estadual, Ppolícia Civil, PM, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Mais de 30 mandados estão sendo cumpridos por policiais das polícias Federal, Civil, Militar e Penal em Cuiabá. Desses, pelo menos 11 são de prisões. Entre os alvos estariam um DJ e o dono de um bar da Capital.

 

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