
O vereador por Várzea Grande, Pablo Pereira (Uniao Brasil) foi alvo principal da Operação Gota D’Água , deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (20). A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que teria se instalado na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto do município de Várzea Grande (DAE-VG). O parlamentar foi afastado do mandato.
Reprodução
Além dele, foram alvo da ação o diretor comercial do DAE Alessandro Leite de Campos e outros 14 servidores da autarquia. São eles: Leandro Humberto de Araújo, Mário Sales Rodrigues Júnior, Anderson Kleiton Corrêa Botelho, Aguinaldo Lourenço da Costa Silva, Cíntia Izabel Felfili, Giliard José da Silva, Elizelle Fátima Gomes de Moraes, João Victor Ferreira de Campos, Clébio Uilias Gonçalves, Anderson de Lima Barros, Édson Ribeiro dos Santos, Josiel Pereira, Pedro Ferreira dos Santos e Everton da Silva.
Os servidores alvos da ação foram suspensos do exercício da função pública.
A ação é da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). São cumpridos na operação 123 mandados judiciais, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), entre prisões preventivas, busca e apreensão, suspensão de função pública, sequestro de bens e bloqueio de valores e medidas cautelares diversas.
Conforme a Polícia Civil, a principal medida é a determinação de intervenção imediata do município de Várzea Grande na diretoria comercial do DAE, com o objetivo de restabelecer a prestação regular e efetiva do serviço público de abastecimento de água e esgoto, que foi cooptado pelo grupo criminoso.
Entre as ordens judiciais estão 25 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em endereços vinculados a 22 pessoas investigadas.
Foram decretadas 11 prisões preventivas e 18 ordens de suspensão do exercício da função pública. Estão sendo afastados das funções 15 servidores da Diretoria Comercial do DAE-VG; um servidor da Câmara de Vereadores do município; um funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços na Diretoria Comercial do DAE.
Também foram determinadas cinco medidas cautelares diversas contra 11 investigados (dentre os quais, sete são servidores da Diretoria Comercial do DAE e um é ex-servidor do mesmo setor). As principais são: proibição de manterem contato entre si e com os demais investigados; acessar os prédios e dependências do DAE e de manterem contato e se aproximarem das testemunhas.
Montagem/Rdnews
Cobrança por serviços
Durante a investigação da Deccor foi identificada a cobrança de valores, por servidores públicos, para a execução de serviços que eram devidos pelo DAE aos consumidores. Auditorias ainda revelaram prejuízos para a autarquia em razão da exclusão ilegal de débitos e também em razão de diminuição indevida de valores de faturas, tudo mediante recebimento de dinheiro por servidores.
Em relação apenas às duas últimas espécies de fraudes, a estimativa é que desde 2019, a autarquia tenha sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 11,3 milhões.
Foi determinado o sequestro de 6 imóveis e 26 veículos, além do bloqueio de valores das contas dos 22 investigados no valor do prejuízo estimado.
Outra providência determinada pelo Nipo foi a realização de auditoria em todas as modificações de valores de contas de água que foram feitas pela Diretoria Comercial do DAE-VG, desde 2019.
A pedido da Polícia Civil, a Justiça também proibiu tanto o Poder Executivo de Várzea Grande quanto o Poder Legislativo do município de nomear ou contratar qualquer um dos investigados para exercer cargos na administração municipal.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário