Vereador “cobrou” retirada de barra de ferro de ciclovia após suposta propina

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O vereador Sargento Joelson (PSB) “cobrou” de João Jorge de Souza Catalan, ex-funcionário da construtora HB20, a retirada de uma ponta de ferro que ficou no meio da ciclovia do Contorno Leste. A obra foi realizada pela empresa e, segundo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Joelson e o vereador Chico 2000 (PL) receberam R$ 250 mil de propina para aprovação de uma matéria na Câmara que favorecia a empresa.

Rodinei Crescêncio/RD News

A informação consta no inquérito da Operação Perfídia, obtido pelo . A ação foi deflagrada pela Policia Civil no dia 29 de abril e resultou no afastamento dos dois parlamentares.

Em uma das conversas que a Deccor teve acesso, Sargento Joelson enviou um vídeo do Instagram, que mostrava uma ponta de ferro no meio da via de ciclismo da avenida do Contorno Leste. Na gravação, ciclistas reclamavam da barra na pista, que machucou alguns dos membros do pedal e quase causou um acidente mais grave.

Joelson, que se diz membro de um dos grupos, “cobra” para que João Jorge mande alguém resolver a situaçao e gravar o conserto. “Jorge, você por alguém pra consertar lá, pede pra alguém filmar pow, e me mandar aqui, porque eu sou desses grupos de pedal aí cara, e tá tudo os cara reclamando, cara. Você me manda aqui que eu mando lá dizendo que consertou, cara”, enviou o vereador em uma mensagem de voz.

A mensagem é do dia 8 de junho de 2024, após o suposto acordo já estar concretizado – a matéria já havia sido aprovada na Câmara, a empresa já estava recebendo os valores da prefeitura e a suposta propina já havia sido paga aos parlamentares.

Operação

Investigação da Deccor aponta que os vereadores Sargento Joelson e Chico 2000 teriam cobrado propina de empresa responsável em obra do Contorno Leste.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado, a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste, propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.

Uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara, onde as negociações teriam ocorrido.

No dia 29 de abril, foram cumpridas 27 ordens judiciais, sendo mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, em desfavor de cinco investigados.

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Link da Matéria – via RD News

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