Vereador cita Deus e nega elo em fraude no DAE: “Assassinato de reputação”

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O vereador por Várzea Grande, Pablo Pereira (União Brasil), que não conseguiu se reeleger, se despediu dos colegas durante sessão ordinária nesta terça-feira (17) e reforçou que não possui qualquer elo com o esquema no Departamento de Água e Esgoto do município (DAE-VG), destacando que foi vítima de um “assassinato de reputação”. Ele chegou a ser preso pela Polícia Civil e afastado do cargo no âmbito da operação Gota D’Água .

Pablo foi alvo no dia 20 de setembro, cerca de 20 dias antes das eleições. Ele chegou a cogitar não disputar a reeleição, mas acabou encarando – ficando na suplência. Em tom desabafo aos colegas, agradeceu familiares, servidores e citou que a derrota nas urnas foi uma permissão de Deus – embora tenha ressaltado ser uma pessoa honesta e humilde.

“Deixo essa Casa de Leis, pois assim foi a vontade de Deus. Acredito que não caaa uma folha da árvore e nenhuma autoridade é constituída na terra senão for pela permissão do Senhor. Então, deixo aqui de cabeça erguida, tendo em vista do que ocorreu na minha vida nos últimos meses, de maneira injusta, sorrateira, que acabou nos abalando tremendamente e o resultado foi o que todos sabem, a perca das eleições e o assassinato de reputação, entre outras coisas”, disparou ele, na tribuna.

Além de Pablo, outros 8 servidores do DAE chegaram a ser presos, acusados de desviarem R$ 11 milhões e provocarem “falsos danos” na rede abastecimento para obterem vantagens. Ele nega a participação e argumenta que os servidores seriam apenas seus apoiadores – sem qualquer poder influência na autarquia. 

“Não seria agora, no auge da minha vida política, profissional e familiar, que eu iria me envolver com o órgão que é o DAE, o calcanhar de Aquiles da cidade, um órgão falido e administrado por uma gama de pessoas independentes. Quem me conhece o mínimo possível sabe – e soube – que jamais me envolveria com qualquer coisa desse tipo”, manifestou.

As investigações apuraram que ele seria o responsável por “fazer pressão” dentro do DAE, usando de sua influência e poder político. A Polícia Civil identificou  a cobrança de valores, por servidores públicos, para a execução de serviços que eram devidos pelo DAE aos consumidores.

Auditorias ainda revelaram prejuízos para a autarquia em razão da exclusão ilegal de débitos e também em razão de diminuição indevida de valores de faturas, tudo mediante recebimento de dinheiro por servidores. O rombo estimado é de R$ 11 milhões desde o ano de 2019.

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Link da Matéria – via RD News

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