Vereador chorou ao saber que usaria tornozeleira: “É muito humilhante”

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“Foram quatro dias que jamais esquecerei”. É  assim que o vereador por Várzea Grande, Pablo Pereira (MDB), se refere ao período em que ficou preso por suspeita de participação no esquema de propinas na Diretoria Comercial do Departamento de Água e Esgoto   de Várzea Grande (DAE-VG). Pablo foi preso na sexta-feira (20), no âmbito da Operação Gota D’água e passou o final de semana na cadeia.

Rodinei Crescêncio

Pablo conta que foi surpreendido com os policiais em sua casa  de manhã cedo. De acordo com o parlamentar,  eles pediram que fossem ao gabinete para cumprir mandados de busca e apreensão e   somente  na Câmara Municipal, informaram  que também havia um mandado de prisão.

“Eles disseram que tinha também um mandado de prisão e   o meu mundo desabou e eu tomei um choque. Queria saber o motivo e foi falado superficialmente […] fui a audiência de custódia na esperança de me explicar para o doutor João Bosco e ter a liberdade concedida, mas infelizmente não foi assim. Passamos quatro dias de muita agonia, de muita ansiedade e na segunda-feira fomos surpreendidos com a ordem de soltura pelo desembargador. Mas foram quatro dias que jamais esquecerei”, disse durante visita ao Grupo  e entrevista ao Rdtv Cast.

Ele foi solto na segunda-feira por determinação do desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo os advogados Rodrigo Araújo e Michel Pereira, a libertação do vereador ocorreu após o julgamento do habeas corpus (HC) impetrado pela defesa, que contestou a decisão anterior de prisão preventiva.

Entre as medidas cautelares impostas ao parlamentar está o uso de tornozeleira eletrônica. Pablo conta que chorou ao saber que teria que ser monitorado, mas que seus advogados já entraram com pedido para retirar o equipamento.

“Quando eu recebi a notícia do alvará de soltura eu fiquei alegre e triste ao mesmo tempo porque disseram que eu iria ter que colocar isso aqui [tornozeleira].  Eu acabei desabando   porque é muito humilhante para uma pessoa como eu. Eu nunca imaginei passar por isso, mas eu vou cumprir a decisão judicial e os meus advogados já entraram com pedido de retirada, até porque fica muito ruim a gente sair fazendo campanha, pedindo voto, sendo monitorado”, completou.

Outros 10 investigados na Operação Gota D’água foram soltos por decisão do TJMT nessa quinta-feira (27). Todos estão usando tornozeleira eletrônica.

 

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