
O empresário cuiabano Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, é apontado pela Polícia Federal como “comparsa” do advogado Roberto Zampieri, em um suposto esquema de venda de decisões judiciais que atingiu ao menos cinco gabinetes no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo reportagem do UOL, Andreson fez fortuna em Brasília na última década.
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Até o momento, as suspeitas já levaram ao afastamento de dois desembargadores e um juiz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e outros cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Nessa quinta-feira (24), a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão nos endereços do empresário em Cuiabá e Brasília por suspeita de corrupção de desembargadores do TJMS.
As suspeitas contra Andreson vieram à público nas últimas semanas, após serem divulgados detalhes sobre uma investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Polícia Federal, que tem como base dados extraídos do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá em dezembro de 2023.
Os investigadores teriam encontrado no aparelho, diálogos em que Andreson e Zampieri “combinam” a suposta compra de decisões judiciais em vários gabinetes do STJ. Para a Polícia Federal, Andreson ganha dinheiro vendendo decisões judiciais. Em mensagens interceptadas, o lobista teria citado faturas milionárias pelo serviço.
Ainda segundo o UOL, Andreson já foi preso por porte ilegal de arma de fogo no início dos anos 2000, mas não foi condenado. Ele também é investigado pela Polícia Civil por lavagem de dinheiro. Em 2022, Andreson e sua esposa compraram uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 2,95 milhões, e a venderam no ano seguinte por R$ 3 milhões.
No mesmo ano, também compraram um terreno de 776 m² no Lago Sul por R$ 4,5 milhões. Havia uma residência no local, mas eles decidiram demoli-la para construir duas casas de dois andares, onde estão erguendo um novo escritório de advocacia.
Diversos jatinhos também compõem o patrimônio do casal. Os dois também são donos de uma frota de caminhões, de postos de gasolina, de um resort próximo à usina de Itaipu, no Paraná, e de um grupo agropecuário.
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