
A vice-prefeita de Cuiabá e secretária municipal de Assistência Social, Vânia Rosa (Novo), afirmou que pretende buscar ações concretas para reduzir o número de pessoas em situação de rua na Capital. Durante a campanha eleitoral, o prefeito Abilio Brunini (PL) foi duramente criticado por propor a “deportação” de moradores e usuários de drogas do Centro Histórico de Cuiabá . Vânia, porém, rechaçou que essa tenha sido um proposta de fato.
“Isso não foi uma proposta. Ele levou como uma possível saída, uma fala, talvez, não trabalhada conjuntamente. Se for algo necessário, será feito. Mas tudo isso tem que ter um amparo legal, tem que ter um trabalho social, uma gestão administrativa anterior a essa ação específica de uma forma concreta”, disparou. Câmara de Cuiabá
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa, durante solenidade de posse realizada na Câmara de Cuiabá
Para ela, a solução de redução da população de rua não pode ser articulada apenas pelo Município, mas por uma força-tarefa dos entes públicos. Além disso, dentro dos amparos legais, evitando a violação de qualquer direito assegurado pela Constituição Federal. Atualmente, não há um número concreto de quantas pessoas em situação de rua estejam concentradas área central e na “Cracolândia” – região da Rodoviária de Cuiabá.
“Os caminhos ainda estão sendo analisados. É necessário não só uma luta, uma administração da Secretaria de Assistência Social, mas, sim, de uma consciência social do Ministério Público, do Poder Judiciário, das instituições religiosas e de toda a sociedade como um todo, para que nos apoie e não me leve simplesmente com uma questão de acolhimento de drogadictos ou de pessoas que se encontram em rua”, avaliou.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
“A gente precisa curar esse mal social. E, para querer curar, às vezes, é necessário uma gestão, sim, de educação, antes de tudo. Então, é o que a gente busca e é o que a gente vai trabalhar estrategicamente com todas as instituições. Não é uma causa somente da Prefeitura ou uma causa somente da Secretaria da Assistência Social”, emendou.
Varredura na Assistência Social
Vânia revelou que, diante da tão criticada gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), sequer criou expectativas de como receberia a pasta em janeiro deste ano. Ela destacou que está entre as suas prioridades a realização de uma análise para entender detalhes da parte administrativa e estrutural, mas sem qualquer compromisso com o “imediatismo”.
“A prioridade número 1 é conhecer de forma muito mais próxima a secretaria. E não que seja a única prioridade. Mas a gente precisa ir a fundo no que nós temos como demanda, não só demanda, mas como o que sobrou disso tudo, para poder trabalhar. Montar uma estratégia para 4 anos. Eu não tenho a necessidade de ser mediatista ou mostrar que chegamos. A gente tem necessidade de mostrar que viemos e ficaremos. Uma gestão boa e que vai fazer mudanças”, afirmou.
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