
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Vice-prefeita de Cuiabá Vânia Rosa durante entrevista ao Rdnews, na sede do portal
A vice-prefeita de Cuiabá Vânia Rosa (NOVO) não descarta trocar de partido. Questionada sobre a sua relação com a legenda, comandada por Sérgio Antunes, a vice ressalta estar focada nas atribuições dentro do Executivo municipal, mas revela que, algumas vezes, buscou orientação sobre temas complexos, “mas na rotina não tem tido muito diálogo”.
“Não é algo que não tenha passado pela minha mente [trocar de partido], já pensei sim sobre isso, porque eu tenho conhecido agora sobre o que é política partidária e o que são, quais são esses partidos e como eles se performam aí nesses ambientes. Por mais que eu esteja agora nesse momento no Executivo, como que tem que ser essa performance do partido em si com essa figura que está ali representando ele”, diz Vânia durante visita à sede do , onde concedeu entrevista ao portal e ao Rdtv Cast – que irá ao ar nos próximos dias.
Questionada se abriu diálogo com algum partido, Vânia ressalta que, oficialmente, ainda não, mas que tem recebido convites por parte de deputados de outras legendas. Ela ressalta que seu objetivo é analisar tudo com bastante calma e que uma, eventual decisão sobre desfiliação, será tomada apenas após analisar bastante o cenário. Além disso, reforça que seu foco está centrado nas ações que pretende desempenhar à frente da vice-prefeitura.
Ela também faz questão de enaltecer a atuaçãodo correligionário e secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira. Para ela, Reginaldo está trabalhando muito e tentando dar vazão às demandas da pasta. Questionada se há diálogo com o Novo, Vânia menciona necessidade de que o partido se politize e revela algumas discussões internas.
“Há diálogo, né. Agora, o respaldo? Mulher, é mulher e aí a gente, muitas vezes, tenta levar a visão que eu tenho tido, há algumas discussões salutares, importantes. É um partido novo também, aqui no Estado principalmente. Nós temos bons nomes do Partido Novo a nível Brasil, como o Zema, mas dentro do Estado ainda tem que amadurecer bastante, crescer bastante, se politizar bastante e eu faço parte desse processo também, para com o Novo, querendo ou não”, ressalta – assista
Coronel da PM, Vânia diz que está acostumada trilhar caminhos em áreas “masculinizadas” e que seu objetivo é se fortalecer como mulher na política. Ela reflete que muitas mulheres deixam de ingressar na carreira pública porque acabam se sentindo usadas apenas para cumprir a cota exigida pela legislação ou para compor um espectro político almejado.
“E quando você vê que há ali uma campanha que te coloca, querendo ou não, num pódio, e posteriormente a gente vê grande massa masculina levando os troféus ali, a gente fala, cara, será que eu fui só usada? Como funciona isso? Então, é meio que frustrante, né? E as mulheres observam, talvez isso, de forma pejorativa. Já negativa e, às vezes, isso é inibidor pra essa mulher deixar lá o seu lar e se expor”, diz, ressaltando que busca romper barreiras.

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