Tutor do cão Joca pede reabertura do inquérito que apura morte em voo da Gol

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O tutor do cão Joca, João Fantazzini, entrou com pedido de recurso na Procuradoria Geral de Justiça para a reabertura do inquérito policial que investiga a morte do cachorro após ser embarcado em um voo errado em abril deste ano. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (18), pela defesa do tutor.

Reprodução/Arquivo Pessoal

O cão Joca deveria vir do Aeroporto de Guarulhos (SP) para Sinop (a 503 km de Cuiabá) em abril deste ano. No entanto, por um erro da companhia, o Golden Retriver foi enviado para Fortaleza (CE) e, após ser reenviado para Guarulhos, João já o encontrou sem vida.

A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito policial que investigava a morte em outubro, com o argumento de que não há conclusões sobre conduta dolosa, ou seja, com intenções de maus-tratos.

O recurso foi impetrado no último dia 13. “A defesa do tutor do cachorro Joca confirma que na quarta-feira passada entrou com a petição de recurso para Procuradoria Geral de Justiça, a remessa dos autos ao Procurador-Geral de Justiça, para que, no exercício das suas atribuições, reexamine a decisão de arquivamento e determine a reabertura do inquérito policial, com a devida investigação das responsabilidades pelo óbito do animal. Estamos confiantes que o procurador vai determinar a reabertura do IP”, afirma o advogado Marcello Primo, por meio de nota.

O pedido seria porque não foram feitas as diligências essenciais para a investigação do caso, como por exemplo, a análise das imagens de segurança.

A morte

Um laudo técnico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) apontou que a causa da morte do cão Joca foi choque cardiogênico, uma ineficiência do coração em bombardear o sangue para os órgãos. A morte aconteceu após um erro de logística da empresa.

Segundo o tutor, João Fantazzini, o veterinário tinha dado um atestado indicando que o animal suportaria uma viagem de 2 horas e meia, mas, com a falha, Joca ficou cerca de 8 horas no avião.

O caso acabou gerando comoção e a Gol suspendeu o serviço de envio de animais. Além disso, a Agência Nacional de Aviação Civil instaurou um processo administrativo para apurar os motivos que levaram à morte do cachorro.

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Link da Matéria – via RD News

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