Tradição e fé marcam festa para Ogum e Oxóssi no Ilè Okowoó Asé Ya Lomin’Osà

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Mais de 250 pessoas participaram, no último sábado de julho, da celebração anual dedicada a Ogum e Oxóssi no templo Ilè Okowoó Asé Ya Lomin’Osà – Egbé Òmórisá Sangó, no Jardim Cuiabá, na Capital. Entre flores, tambores e danças, a cerimônia reuniu fiéis, convidados e a comunidade em um ritual de fé e tradição.

A programação começou na véspera, com a preparação do espaço e as imolações ao amanhecer, cumprindo a ordem sagrada: primeiro para Exu, o mensageiro, depois os orixás homenageados.

Por volta das 10h30, o xirê — sequência de cânticos sagrados em iorubá — tomou conta do ambiente, marcado pelo som dos atabaques rum, rumpi e lé, instrumentos que não apenas marcam o ritmo, mas “falam” com os orixás. O rum é o solista, que conduz a dança. O rumpi e o lé completam a marcação.

Assessoria

Um a um, os filhos-de-santo entraram na roda, tomados pelo axé, incorporando os orixás ao ritmo da música. Foram distribuídos pães e frutas, símbolo da fartura de Oxóssi. Durante a tarde, fiéis puderam se aproximar para cumprimentar Ogum, Oxumarê, Iemanjá e Iansã, em um momento de conexão espiritual e energia compartilhada.

O encerramento veio com cânticos para Oxalá e a chegada de Iansã, seguida por Ogum, em alusão a uma “guerra simbólica”. A festa terminou com a tradicional feijoada de Ogum, reforçando que, no candomblé, o sagrado também se expressa na partilha da comida.

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Link da Matéria – via RD News

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