
Quatro dos 5 presos na operação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o assassinato de Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, em Várzea Grande, negaram participação no crime durante interrogatório. Todos já usam tornozeleiras eletrônicas e dois deles são irmãos.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Jéssica Assis, alguns dos suspeitos optaram por permanecer em silêncio, enquanto outros negaram envolvimento no homicídio. Eles também afirmaram que se conhecem apenas de vista e negaram ligação com facções criminosas.
A delegada explicou que, com o avanço das investigações, a expectativa é reunir novos elementos para individualizar a conduta de cada suspeito e identificar a participação efetiva de cada um na execução do crime.
O quinto investigado já estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) por outro homicídio. Segundo a polícia, ele é apontado como o executor do assassinato de Jefferson. O suspeito também é acusado de matar um homem dentro de uma clínica de reabilitação em Várzea Grande.
“Esse alvo teria sido o executor e os outros prestaram apoio logístico e operacional para a execução do crime”, afirmou a delegada.
Ainda conforme as investigações, os suspeitos foram identificados após trabalho de monitoramento que apontou ligação entre eles. A polícia também utilizou registros das tornozeleiras eletrônicas, que indicaram a movimentação dos investigados.
Mesmo monitorados, eles continuariam envolvidos em atividades criminosas. Sobre a motivação, a delegada apontou que o crime pode estar relacionado à atuação de facção criminosa, seja por disputa territorial ou dívidas ligadas ao tráfico de drogas.
“Um dos suspeitos é executor da região e comete esse tipo de extermínio a mando de gerentes e coordenadores de facção”, disse. A vítima, Jefferson Antunes Barbosa, também tinha envolvimento com o tráfico de drogas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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