
Municípios do Nortão de Mato Grosso decretaram situação de emergência por até 6 meses em razão dos prejuízos provocados pelas fortes chuvas registradas desde o fim de dezembro. Os decretos foram publicados após relatórios técnicos apontarem danos severos à infraestrutura, especialmente em estradas vicinais, pontes e bueiros, além de alagamentos e do isolamento de comunidades rurais.
De acordo com levantamentos das prefeituras, o alto volume de chuvas provocou o transbordamento de rios e córregos, saturação do solo, formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra.
Em Colíder (650 km ao Norte), um dos municípios, cerca de 956 km da malha viária rural foram afetados. Os prejuízos já ultrapassam R$ 992 mil em gastos emergenciais, e a estimativa é de que sejam necessários aproximadamente R$ 2,5 milhões para a recuperação e readequação das estradas danificadas.
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Os danos comprometem o tráfego de veículos de passeio, transporte escolar e caminhões de carga. Em vários pontos, houve rompimento de bueiros e queda de pontilhões, afetando vias estratégicas para a mobilidade dos moradores e para o escoamento da produção agrícola. Como consequência, comunidades rurais e assentamentos ficaram parcialmente isolados, dificultando o atendimento de emergências e o acesso a serviços básicos.
Cerca de 6 mil moradores da zona rural são diretamente impactados. Na educação, há risco de suspensão do transporte escolar em trechos considerados inseguros. Na área da saúde, equipes enfrentam dificuldades para chegar às unidades e realizar atendimentos domiciliares. Já na agricultura, base econômica da região, o escoamento de grãos e o transporte de gado foram prejudicados em pleno período de colheita.
Em Serra Nova Dourada (1.125 km a Nordeste), o prefeito decretou emergência por 180 dias. Segundo o município, nos últimos meses foram registrados alagamentos que destruíram pontes e estradas, dificultando o tráfego na zona rural e o acesso às comunidades. Os prejuízos foram avaliados pelo Departamento de Engenharia Municipal, que apontou danos materiais extensos e impactos na segurança e na saúde pública.
“O Parecer Técnico nº 003/2026, favorável do Departamento de Engenharia Municipal, atesta os danos verificados e os impactos decorrentes dos eventos climáticos adversos, concluindo pelo enquadramento da situação como estado de emergência, nos termos da legislação vigente e dos critérios estabelecidos pela Cobrade”, diz trecho do Decreto nº 004/2026.
Cotriguaçu (950 km ao Noroeste) também integra as cidades que decretaram emergência, os temporais atingiram a região e o decreto é valido por 180 dias. O município, nos últimos meses foram registrados alagamentos que destruíram pontes e estradas, dificultando o tráfego na zona rural e o acesso às comunidades.
Com os decretos, os municípios ficam autorizados a mobilizar todos os órgãos da administração pública para ações de resposta ao desastre, restabelecimento de serviços essenciais e assistência à população.
As medidas também permitem contratações emergenciais, com dispensa de licitação, para a execução de obras e a aquisição de bens e serviços necessários ao enfrentamento da situação.

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