‘Tem muitos pegando osso em açougue, este não é o Estado que desejo’, diz Jayme

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O senador Jayme Campos (União) criticou as ações de assistência social, saúde e habitação do ex-governador Mauro Mendes (União). O parlamentar disse que se fosse chefe do Executivo estadual jamais construiria o Parque Novo Mato Grosso e que os recursos de Fethab poderiam ser usados para obras de conjuntos habitacionais para serem entregues, de forma gratuita, para cidadãos em situação de vulnerabilidade.

“Um estado rico como o nosso hoje tem 700 mil pessoas vivendo abaixo da linha da miséria. Muitos aí pegando ossinho em um açougue no CPA, em um estado que tem o maior rebanho bovino do Brasil, 35 milhões de cabeças e tem gente aqui na Capital do estado, na barba do Palácio Paiaguás, na barba da Prefeitura de Cuiabá”, afirmou pouco antes de Mendes deixar o cargo.

“O cidadão que está na fila para ganhar ossinho para colocar na água quente e virar sopa? Não é esse o Mato Grosso que eu quero. O pessoal sabe perfeitamente que eu não vou construir jamais um parque de R$ 3 bilhões em que uma roda gigante custou R$ 70 milhões”, acrescentou na sequência.

 

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O Parque Novo Mato Grosso reúne estrutura para grandes eventos, uma pista de automobilismo, áreas para a prática de diversos esportes, como skate e competições de praia e canoagem. A obra foi muito criticada por pessoas que defendiam que os recursos empregados ali fossem destinados para outras áreas da administração estadual.

Jayme também criticou o fato de o Hospital Central de Cuiabá e o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, ambos geridos pelo Estado, atuarem com as “portas fechadas”, isto é, só recebem pacientes com encaminhamento.

A Hospital Central de Cuiabá começou a funcionar neste ano. Ele começou a ser construído no governo de Júlio Campos (União), mas a estrutura ficou abandonada por mais de 30 anos. A unidade é administrada por uma equipe do Hospital Israelita Albert Eistein, de São Paulo.

“O que nós queremos aqui em Cuiabá com o Hospital Central com as portas fechadas? O que nós queremos com o Hospital Metropolitano com as portas fechadas?”, questionou, defendendo que as unidades passem a receber os pacientes que forem procurar atendimento médico mesmo sem encaminhamento.

Sobre o programa habitacional do governo do Estado, o Ser Família Habitação, Jayme criticou o fato de os contemplados terem que assumir financiamentos. Ele defendeu que os recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sejam usados para a construção de casas que sejam entregues de forma gratuita.

“Só do Fethab, todos os anos, [o Governo do Estado] tem 400 milhões. Não adianta o Estado dar de contrapartida na construção dessas casas, financiadas pela Caixa Econômica Federal, R$ 20 ou R$ 30 mil. Aí o trabalhador que ganha R$ 1800 e tem que pagar uma prestação da mensalidade da casa de R$ 600, R$ 700”, apontou.

Jayme Campos é pré-candidato ao Governo do Estado na eleição deste ano. Apesar disso, vem enfrentando resistência do presidente estadual do partido, o governador Mauro Mendes, que defende que a legenda apoie a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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