
A exoneração de um dos seguranças do governador Mauro Mendes (União), dias antes de sua prisão, traz questionamentos sobre a independência da Polícia Civil de Mato Grosso perante o governo vigente. Isso porque, a medida sugere que investigação foi “vazada” para o Palácio Paiaguás, que, para evitar desgaste, decidiu exonerar o cabo da PM Wailson Alesandro Medeiros Ramos.
Caso isso se confirme, colocará em xeque a autonomia dos delegados em outras operações que envolvam o próprio governo do Estado, como a Operação Espelho, que mirou esquema na saúde do Estado, mesmo com os indícios de que os recursos eram federais, e, portanto, deveriam ser remetida à Polícia Federal, fato que ocorreu após 2 anos. Com isso, a operação se encontra suspensa na Justiça Federal pelo erro que ainda não sabe se foi proposital ou não.
Em 2019, dois delegados, considerados linha dura da Polícia Civil, foram retirados dos cargos. Em coletiva de imprensa, um deles disse que investigava contratos ligados à Casa Civil quado foi removido da Delegacia Fazendária (extinta Defaz). O temor de uma polícia aparelhada é que ela se torne de governo e não de Estado, prejudicial para toda sociedade e para o Estado democrático de direito.

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