
O empresário cuiabano Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, preso na última terça-feira (26) no âmbito da operação Sisamnes, que apura suposto esquema de vendas de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, teria um aumento patrimonial de 3.052% entre os anos de 2014 e 2015.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Segundo a Folha de São Paulo, a informação consta no inquérito da Polícia Federal que o investiga por suposta lavagem de dinheiro. Andreson também é suspeito de negociar decisões judiciais em gabinetes no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“[Andreson é] protagonista de relevante evolução no que tange à propriedade de bens entre os anos de 2014 e 2015, saltando de um patrimônio avaliado em R$ 305 mil para outro estimado em R$ 9,31 milhões”, diz análise da PF sobre informações financeiras do lobista, divulgada pela Folha de SP.
Segundo o documento, ele não teria apresentado, na declaração de Imposto de Renda, “substrato financeiro que ampare a destacada evolução”. Entre 2009 e 2015, os rendimentos declarados por Andreson foram de aproximadamente R$ 1 milhão.
Atualmente, a defesa do lobista aguarda uma decisão do próprio STJ em um recurso nesse inquérito. Procurados pela reportagem da Folha, os advogados de Andreson não quiseram se manifestar.
No processo, Andreson tenta fazer com que o tribunal transfira o inquérito de uma vara especializada em lavagem de dinheiro de Mato Grosso para a Vara Federal de Cáceres, município que fica na fronteira com a Bolívia.
Ele justifica que as investigações foram iniciadas na cidade —são relacionadas a um processo no qual ele foi absolvido de acusações de tráfico de drogas—, e por isso devem ser julgadas nela.
O relator do recurso no STJ é o ministro Messod Azulay, que ainda não se manifestou. O Ministério Público Federal se posicionou de maneira contrária.
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