
Os suplentes Rafael Yonekubo (PL) e Gustavo Padilha (PSB) devem ser empossados na Câmara de Cuiabá na próxima terça (13) no lugar dos vereadores afastados Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), respectivamente.
Conforme Rafael, em entrevista ao , a presidente do Legislativo Paula Calil (PL) avisou a dupla que na segunda (12) vai notifica-los sobre a vacância e fazer a posse no dia seguinte, quando acontece sessão ordinária no Legislativo.
Rafael Yonekubo é empresário, líder do Movimento Direita Mato Grosso e ativista do bolsonarismo. Já Gustavo Padilha, primo do secretário de Estado Allan Kardec, é agrônomo.
Suplentes Rafael Yonekubo (PL) e Gustavo Padilha (PSB)
Inicialmente, Paula cogitou só fazer a posse apenas após 30 dias, em razão do Legislativo não ter sido informado pelo Judiciário sobre o prazo de afastamento de Chico e Joelson, que são investigados por suposto recebimento de propina de empresa que executava obras do Contorno Leste no âmbito da Operação Perfídi a .
Os parlamentares e a empresa negam terem praticado qualquer tipo de crime.
Afastamentos
Os vereadores foram afastados por decisão judicial e estão impedidos de ingressar nas dependências da Câmara de Cuiabá. Ambos são suspeitos de receber propina para viabilizar a aprovação de projeto que beneficiaria empresa responsável pelas obras do Contorno Leste.
Os gabinetes de ambos continuam funcionando normalmente e os suplentes devem ser convocados apenas após 30 dias ou quando a Câmara tiver ciência do teor da decisão que determinou os afastamentos.
Caso
Na semana passada a Polícia Civil deflagrou a operação que teve entre os alvos os vereadores Joelson e Chico 2000, que foram afastados dos cargos. Eles são suspeitos de receber R$ 250 mil de propina para aprovação de um projeto na Câmara que favoreceria a empresa HB Construções Eireli.
Conforme relatório da Polícia Civil, há prints de conversas entre Joelson e João Jorge Catalan Mesquista, funcionário da empresa HB Construções Eireli, que teria pagado as vantagens ilícitas. Em uma das falas, o parlamentar menciona o nome de Chico. Os dois vereadores se pronunciaram e negam as acusações.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado propina a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.
Além de mandados de busca e apreensão, a magistrada determinou a quebra do sigilo de todo o conteúdo armazenado nos celulares de Joelson e também de Chico, que é advogado. Entre as 27 ordens judiciais também estão o sequestro de bens, valores e imóveis em desfavor de cinco investigados.
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