Suplente do PL, Fellipe Correa assume vaga de Chico na Câmara

Imagem

O primeiro suplente do PL, Fellipe Correa, deve assumir a cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá nesta quinta-feira (11), em substituição ao vereador Chico 2000 (sem partido), afastado por 60 dias em decorrência da Operação Gorjeta. A ação policial foi deflagrada no último dia 27 de janeiro e marca a terceira operação em menos de um ano envolvendo o parlamentar.

 

Esta será a segunda vez que Fellipe assume o mandato nesta legislatura. Em maio do ano passado, ele já havia tomado posse após Chico ser afastado judicialmente no âmbito da Operação Perfídia, em substituição ao segundo suplente do partido Rafael Yonebuko (PL).

 

Anteriormente, Corrêa ocupava cargo de secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Cuiabá. Fellipe era vereador na antiga legislatura da Casa, entrando como suplente, mas em 2024 não conseguiu ser reeleito, alcançando 1.662 votos. 

 

Chico 2000 é investigado por supostamente esquematizar o retorno de parte de emendas parlamentares destinadas a um instituto e a uma empresa. Conforme apurado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o grupo teria direcionado recursos públicos ao município, à Câmara e à Secretaria Municipal de Esportes, com posterior “devolução” parcial dos valores ao vereador responsável pela destinação das verbas. Além de Chico, outras cinco pessoas são alvos da operação e também foram afastadas.

 

Apesar do afastamento, o vereador continuará recebendo o salário de R$ 35.209,32, conforme consta no Portal da Transparência. A informação foi confirmada pelo procurador legislativo, Eustáquio Neto, após o cumprimento de mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar.

 

“A decisão pede sigilo, mas fomos notificados oficialmente do afastamento do vereador Chico 2000 por 60 dias, assim como da suspensão da função pública de dois servidores comissionados ligados a ele e ao vereador Mário Nadaf. Imediatamente cumpriremos a ordem. Quanto à remuneração, será adotado o mesmo posicionamento do ano passado, permanecendo o salário por enquanto”, afirmou o procurador.

 

No ano passado, durante o afastamento na Operação Perfídia, que investigava suposta propina em troca de votação de projetos legislativos, a Justiça entendeu que a medida tinha natureza cautelar e não punitiva, mantendo o pagamento do subsídio com base no princípio da presunção de inocência.

 

Além da Operação Gorjeta e da Perfídia, Chico também foi alvo da Operação Rescaldo, deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2025, que investigou suposta compra de votos. À época, foram realizadas buscas na residência do vereador e na casa de uma servidora ligada a ele.

 

Na atual fase da investigação, foram impostas três medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados, entre elas a proibição de manter contato entre si e com testemunhas, de acessar prédios da Câmara e da Secretaria Municipal de Esportes, além da proibição de deixar a comarca e da entrega dos passaportes.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*