
Rodinei Crescêncio/Rdnews
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), uma operação que mira advogados e servidores da secretaria adjunta de Administração Penitenciária de Mato Grosso. Ao todo, 19 pessoas, incluindo policiais penais e advogados, são alvos de 43 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres. Um servidor da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas teria sido preso, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente.
Conforme apurado pelo , são cumpridos mandados na sede da pasta adjunta (vinculada à Sesp), na Penitenciária Central do Estado, na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto e no Ahmenon Lemos Dantas. Na secretaria-adjunta, as ordens são cumpridas em um setor específico, contra servidores. Integrantes da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB acompanham a ação policial.
Os quatro advogados investigados tiveram suspenso o direito de exercício profissional por decisão judicial.
MP
As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais.
Segundo o Gaeco, o grupo é investigado por promover articulação para garantir a entrada de materiais ilícitos, tais como aparelhos celulares e assessórios nas unidades prisionais da Capital, obtendo, assim, vantagem econômica ilícita e causando inúmeros prejuízos à segurança pública dentro e fora do Estado.
Os elementos probatórios colhidos durante a investigação demonstram que servidores do Sistema Penitenciário ingressaram e/ou facilitaram a entrada de aparelhos celulares e acessórios na Penitenciária Central do Estado, os quais eram utilizados pelos presos. Através dos dispositivos, os detentos praticavam e ordenavam vários crimes extramuros.
Consta ainda que o ingresso dos aparelhos se dava através de advogados, os quais se valiam da prerrogativa de sua profissão para entregar aparelhos celulares, componentes e acessórios durante visitas aos internos no parlatório.
As investigações revelaram também que um freezer novo contendo sinais de violação deu entrada na PCE com a finalidade de transportar em seu interior inúmeros aparelhos celulares.
A denominação “Caixa de Pandora” é uma metáfora usada para caracterizar ações que, menosprezando o princípio de precaução, desencadeiam consequências maléficas, terríveis e irreversíveis.
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