
Rodinei Crescêncio/Rdnews
As obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande seguem em ritmo acelerado. É o que garantem o secretário estadual de Infraestrutura Marcelo Padeiro e o presidente do TCE-MT Sérgio Ricardo durante vistoria às obras do novo modal, no final da manhã desta quinta (2). Sérgio explica que o trecho, que era de responsabilidade do primeiro consórcio e deveria ter terminado no ano passado, foi concluído há poucos dias e que os demais, em andamento, já estão a cargo das outras empresas vitoriosas do novo certame – vencido por um outro grupo formado por três empresas.
“Dentro de 30 dias, esse primeiro trecho daqui (da Sefaz), daqui até a Defensoria, no nosso prazo, no máximo nos primeiros 10 dias de novembro, estaremos entregando esse trecho, deste ponto até a Defensoria Pública”, garante Marcelo Oliveira.
Ainda segundo ele, neste momento, são duas frentes de serviço: na Prainha; e entre entre a Sefaz e a Defensoria. “Nós vamos terminar daqui no CREA, até a Avenida Mato Grosso. Nós temos estações ali no Morro da Luz, a gente vai trabalhar quando concluirmos aqui esse pedaço, não vamos abrir duas frentes. Então, no início de novembro começamos lá (no CREA). Já estamos na Prainha (Praça Ipiranga) até o entroncamento com a 15 de Novembro. E nós já vamos entrar lá também, porque na 15 de Novembro o trabalho é muito menor, é restaurar pavimento flexível e nas paradas do ônibus colocarmos um pavimento rígido, que é o concreto. Lançamos a obra do terminal, fazemos o trabalho de fortalecimento, de revisão estrutural da ponte sobre o rio Cuiabá, que também nós temos que fazer, já retornamos pela Avenida da Prainha e já encontramos a Coronel Duarte no Colégio São Gonçalo”, detalha o secretário – assista
Sobre o cronograma, ele afirma que gostaria de entregar neste ano, mas que a intenção, caso não seja possível, é concluir no máximo até fevereiro de 2026. Fala leva em consideração o início das chuvas. “Eu acredito que nesse primeiro trecho, em meados de fevereiro, a gente está com todo esse trecho, daqui [da Sefaz] até a ponte sobre o rio Cuiabá concluído”.
Questionado sobre a conclusão total de todas as obras previstas, se é possível terminar até dezembro do ano que vem, quando se encerra a gestão Mauro Mendes/Otaviano Pivetta, o secretário prefere não cravar. “Deus queira. Tomara que sim, porque dinheiro não falta. Se as empresas performarem, quem ganhar concorrência [é possível]”.
O presidente do TCE fez questão de ressaltar que está satisfeito com o andamento das obras e que é necessário que a população tenha um pouco de paciência e lembre que está sendo resolvido um problema histórico. “Lembre-se, há 13 anos nós estávamos sem um modal, infernizando a vida de todo mundo. Gente que quebrou, quebrou sua empresa, gente que abandonou imóvel, esse corredor virou uma coisa fantasma, parecia um vale fantasma por causa da demora. Hoje nós temos um modal”, afirma Sérgio, ressaltando que ainda sonha com o dia que haverá a viabilidade do VLT. “Isso é sonho de todo mundo, mas agora nós temos um modal definitivo, que é o BRT”, celebra. E, depois completa: Estamos num divisor de águas, vai explodir ainda mais o crescimento de Cuiabá.
“Hoje, o que eu digo é o seguinte: ‘andou, está indo muito bem, coisinha de pouca coisa, de percentuais, 1 ou 2% que não está batendo ali, mas isso, pra quem esperou 12 anos, 13 anos por um modal, hoje existe um modal que está quase pronto”, frisa Sérgio.
Terminais
Conforme o secretário, a expectativa é de que, com a autorização do TCE, sejam chamadas emergencialmente empresas para tratar das estações e dos terminais, tanto do CPA, quanto do Porto e também de Várzea Grande. “Eu acredito no máximo em janeiro ou dezembro a gente abra o procedimento licitatório do ramo Coxipó. O tramo Coxipó já vem tudo num pacote só. Arruamento, estações, terminais e ponte sobre o rio Coxipó. Questionado se o viaduto da Fernando Correa poderá ser reaproveitado, padeiro se limitou a dizer: Deus queira que sim.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Vagas de estacionamento
Questionado sobre a possível perda de vagas de estacionamento em razão das obras do BRT, Marcelo frisa que pode assegurar que não haverá, como em outras cidades, a perda de pistas e dispara: “estacionamento é privado. Estacionamento em rua não é essencial. Em rua, aí é um problema do município. Rua é para você ter escoamento, se você vai ter estacionamento, aí o problema (não compete à Sinfra)”.
Apesar disso, ele ressalta que, na Avenida do CPA, provavelmente todos os estacionamentos irão continuar.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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