
O Sinterp-MT, sindicato que representa os servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), solicitou que Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) investigue a conduta do presidente da autarquia, Suelme Fernandes. O documento protocolado, nesta quarta-feira (30), aponta indícios de irregularidades na aplicação de recursos no evento denominado Intregraf, realizado em dezembro de 2024.
A denúncia do Sinterp-MT aponta que a Empaer está sendo sucateada e os empregados estão trabalhando sem ou com o mínimo de condições estruturais. Segundo o documento, a situação prejudica o atendimento aos agricultores familiares vulneráveis do estado. Gilberto Leite
Suelme Fernandes, atual presidente da Emaper, é acusado pelo Sinterp-MT, de levar adiante projeto de sucateamento da autarquia
“E na contramão dos princípios norteadores de uma boa gestão, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empaer promoveram o evento intitulado Integraf – Integração Seaf & Empaer, de 04 a 06 de dezembro de 2024, que custou mais de R$ 500 mil”, diz trecho da denúncia.
Para o presidente do Sinterp-MT Gilmar Brunetto, o Gauchinho, o gasto destoa de forma negativa o uso do recurso público. “A sociedade espera e cobra dos gestores a aplicação dos recursos públicos de forma responsável, transparente, correta e que otimize a economicidade”, disse ao .
Na denúncia, o Sinterp-MT detalha os gastos com Intregraf. Na realizado do evento, a Empaer teria gasto R$ 210 mil em diárias, R$ 46 mil em coffee break para 400 pessoas em dois dias e R$ 237 mil com estrutura física como salas, som, iluminação, etc.)
As informações que constam na denúncia foram enviadas pela própria Empaer à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O pedido de informações foi feito pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT).
“Em tempos de recursos escassos ou inexistentes em setores essenciais da empresa, é inadmissível essa visão míope e desfocada na aplicação do dinheiro público, tendo em vista que esse valor daria para reformar e estruturar alguns escritórios da Empaer, e com isso melhorar os locais insalubres e inadequados de algumas unidades da empresa, no atendimento aos agricultores familiares vulneráveis do estado de Mato Grosso”, completa o documento.
Para ressaltar os indícios de corrupção, a denúncia faz a comparação de gastos entre o evento Integraf 2024 com Sinterp 2014.
A comparação indica que Sinter-MT gastou R$ 80,7 mil, em valores atualizados R$ 146 mil, para fazer o seminário dos 50 anos da Empaer. O evento contou com a participação aproximada de 500 empregados, custeando os itens como hospedagem, alimentação, coffee-break, auditório, salas de apoio e jantar de confraternização.
“O valor é bem menor do Sinterp 2014, comparado com os gastos do evento Integraf, o que retrata a irresponsabilidade e a imoralidade na gestão na aplicação do recurso público do presidente da Empaer”, pontua a denúncia.
Para o Sinterp-MT a situação narrada na denúncia pode configurar ato de improbidade. Por isso, solicita ao MPMT a instauração de procedimento administrativo para coleta de provas que as medidas cabíveis sejam tomadas.
Outro lado
tentou contato com Suelme Fernandes, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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