
Bom dia, querido leitor. Cheguei com a esperada, a já clássica, a incrível, a que na verdade vocês nem lembram que eu faço todo ano, mas eu faço porque eu gosto e quem manda aqui sou eu (mentira, são vocês): a coluna das melhores mensagens que recebi dos leitores de 2025! Ê, viva, u-hu, aplausos, aplausos. Vamos lá vibrem comigo.
Puxa, que bonito – “Roberta, li Paraquedas no meu ônibus de volta da faculdade. Tava lotado, eu em pé, equilibrando a bolsa e a vida. Eu ri, foi quase como um pouso possível, daqueles que não machucam tanto o joelho. Guardou o link para reler em dias de vento forte”. Minha gente, achei tão bonito o texto dela. Que generosa. Também guardei pra reler.
Desculpinha – “Essa mulher só sabe escrever no diminutivo. Parece que vê o mundo pequeno, ou se vê pequena. Cresça, minha filha. Mais de 40 anos na cara. Isso não é fofura, é fuga”. Eita! É implicância ou diagnóstico? Mas tá bom, ouvi. Talvez eu precise mesmo rever meus “inhos”.
Capitalismo selvagem – Essa começava comentando o texto E o Mundo, ein?, elogiava a “perplexidade compartilhada”. No terceiro parágrafo, sem transição, surge a oferta de um seguro funerário “porque a vida é breve e o mundo anda mesmo complicado”. A genialidade do golpe quase me convenceu. Quase.
Ilhada com a sogra – “Roberta, ela é uma entidade passivo-agressiva com cabelo bem escovado. Meu marido diz amém pra tudo. E tudo é tudo mesmo. Até cueca laranja comprou pra o ano novo. Ela disse que dá criatividade e ele é publicitário. O que eu que eu faço com um homem de cueca laranja na minha cama? Escreve sobre sogra, por favor, pra ver se mando pra ele ler”. Não respondi com soluções — não tenho —, mas com solidariedade. Às vezes, sobreviver já é um plano.
Ah, que amor – “Você me salvou um date, acredita? A conversa não andava por nada e perguntei se podia ler um pedaço daquele ‘É azulzinho’. Ele fez uma cara meio de tédio, mas disse que podia, depois rolou conversa até o fim da noite. Fluiu, a gente segue juntos, valeu”. Mas valeu muito. Cada letrinha. Vocês são muito queridos, minha gente. Em minha defesa, para o leitor dos “inhos”, juro que eu me referia à música nesse título.
Tomara que o ano de vocês seja azulzinho. Aproveitem pra ouvir essa, é linda. E obrigada pela companhia. Seguimos juntos (eu ia escrever juntinhos) no ano que vem. Feliz ano!
Roberta D’Albuquerque é psicanalista, atende em seu consultório em São Paulo e escreve semanalmente no Gazeta Digital e em outros 17 jornais e revistas do Brasil, EUA e Canadá. E-mail: contato@robertadalbuquerque.com.br
Coluna semanal atualizada às segundas-feiras

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