Sexta-Feira Santa convida à reflexão sobre dor, fé e recomeços, diz arcebispo

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Em meio à rotina e aos desafios do cotidiano, a Sexta-Feira Santa convida à pausa e à reflexão sobre perdas, dores e recomeços. Parte central da Semana Santa — o período mais importante do calendário litúrgico católico, que se encerra na Páscoa — a data resgata o significado do sofrimento não apenas como fim, mas como caminho de transformação e esperança.

A chamada “Semana Maior” acolhe o Tríduo Pascal, marcado por acontecimentos que atravessam séculos: a Santa Ceia, a crucificação e morte de Jesus Cristo e, por fim, a ressurreição. Nesta sexta-feira (03), fiéis de todo o mundo, inclusive em Cuiabá, vivenciam a Sexta-Feira Santa, tradicionalmente associada ao lamento e à dor, mas também à perspectiva de renovação.

Reprodução/Freepik

“Na sexta-feira, na celebração da Paixão, é quando acontece todo o sofrimento de Jesus, todo o processo de condenação, Via Sacra, crucifixão e sua morte na cruz. Para não ficarmos no desespero, no lamento, na tristeza da morte, a liturgia do Tríduo Pascal nos conduz à Vigília Pascal no sábado Que é o Sábado Santo, que é o dia de celebrar com esperança a verdade da vida nova, ou seja, a ressurreição de Jesus”, exemplifica Dom Mário, que vive seus últimos momentos como arcebispo da Arquidiocese de Cuiabá. 

Rodinei Crescêncio/Rdnews

O arcebispo, que após o dia 2 de maio deixa a capital mato-grossense para assumir a Arquidiocese de Aparecida (SP), reforça que a Sexta-Feira Santa é, sobretudo, um convite à reflexão. Ele destaca a importância de acolher os sentimentos despertados pelo período, sem perder de vista a esperança. “ Temos conosco já, em germe, em semente, a esperança da ressurreição”

“Temos conosco já, em germe, em semente, a esperança da ressurreição”, afirma.

Ao refletir sobre o significado da data nos dias atuais, Dom Mário aponta que a celebração ultrapassa o aspecto religioso e dialoga com experiências universais.

“Por que, hoje, continuamos celebrando a Sexta-Feira Santa? Porque temos conosco já, em germe, em semente, a esperança da ressurreição de Jesus. Celebrar a Sexta-Feira Santa é fazer memória da morte, celebrando a vida nova. Assim se torna mais fácil entender o porquê do sofrimento, o porquê da morte de Jesus, que é a morte de quem ama até as últimas consequências, para superação também de nossas tristezas, dos nossos sofrimentos e até mesmo das cruzes que nós carregamos”, finaliza.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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