Servidores denunciam falta de materiais para atendimentos e assédio

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Servidores da saúde bucal de Rondonópolis (215 km ao Sul) vem denunciando, desde junho deste ano, condições precárias de trabalho e falta de insumos básicos nas unidades. Além disso, queixas de assédio moral foram feitas contra a Superintendência de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde. As acusações foram enviadas ao Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), que, por sua vez, encaminhou 3 ofícios à prefeitura e um à Câmara cobrando providências.

 

Na sexta-feira (22), as denúncias se agravaram. Servidores de diferentes unidades reclamam da falta de luvas e utensílio básico para o atendimento odontológico. Nenhum deles quis se identificar por temer perseguição.

 

O teve acesso a fotos que mostram infiltrações no teto e vazamento no banheiro de umas das unidades de saúde.

 

Cirurgiões-dentistas relataram um ambiente de trabalho no qual os servidores temem constantemente represálias por parte da Superintendência caso manifestem opiniões contrárias.

 

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Em um dos casos reportados, uma cirurgiã-dentista teria sido demitida após voltar de licença médica. Especialista em odontopediatria, Paula Nunes das Neves relata que foi exonerada como retaliação por desentendimentos com a superintendente.

 

A presidente do CRO-MT, Wânia Dantas, esteve em Rondonópolis em junho para verificar as denúncias. “É uma situação preocupante que exige uma intervenção urgente para garantir a qualidade do serviço odontológico oferecido à população e o restabelecimento de um ambiente de trabalho saudável para os colegas cirurgiões dentistas, que cuidam da saúde dos que procuram atendimento”, declarou à época.

 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Rondonópolis que, até o momento da publicação, não se manifestou. O espaço segue aberto.

 

Em nota, o CRO-MT manifestou indignação diante das acusações. “Relatórios de fiscalização realizados pelo CRO-MT nos anos de 2023 e 2024 constataram inúmeras irregularidades, incluindo a ausência de itens essenciais, como luvas descartáveis, comprometendo diretamente a qualidade e a segurança dos serviços prestados à população”, diz trecho da nota.

“Em resposta a esta situação inaceitável, o CRO-MT já adotou todas as medidas cabíveis, encaminhando denúncias e relatórios aos órgãos competentes, como o Ministério Público Estadual, a Vigilância Sanitária Municipal, a Prefeitura de Rondonópolis e a Câmara de Vereadores. Apesar das cobranças e das evidências apresentadas, até o momento não houve ações concretas para solucionar o problema”, aponta outro trecho.

 

Veja a nota na íntegra

 

O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) manifesta, por meio desta, sua preocupação à grave situação enfrentada pelos profissionais de saúde bucal e pela população de Rondonópolis, decorrente da falta de materiais básicos para o atendimento na rede pública de saúde.

 

Relatórios de fiscalização realizados pelo CRO-MT nos anos de 2023 e 2024 constataram inúmeras irregularidades, incluindo a ausência de itens essenciais, como luvas descartáveis, comprometendo diretamente a qualidade e a segurança dos serviços prestados à população.

 

Em resposta a esta situação inaceitável, o CRO-MT já adotou todas as medidas cabíveis, encaminhando denúncias e relatórios aos órgãos competentes, como o Ministério Público Estadual, a Vigilância Sanitária Municipal, a Prefeitura de Rondonópolis e a Câmara de Vereadores. Apesar das cobranças e das evidências apresentadas, até o momento não houve ações concretas para solucionar o problema.

 

Nesta sexta-feira (22) o Conselho recebeu novas denúncias quanto a falta de luvas nas unidades de saúde para atendimento das equipes de saúde bucal. Diante disso, o CRO-MT reforça seu posicionamento exigindo esclarecimentos das autoridades responsáveis e medidas imediatas para garantir o pleno funcionamento dos serviços de saúde bucal no município.

 

O CRO-MT lembra que Constituem Direitos Fundamentais dos Profissionais Inscritos, conforme o Código de Ética da Odontologia, Capítulo II dos Direitos Fundamentais Artigo 5, inciso IV: “recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado onde as condições de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres;”.

 

É inadmissível que os servidores e a população continuem sendo prejudicados pela falta de insumos básicos, comprometendo o direito constitucional à saúde e à dignidade.

 

O CRO-MT informa que segue acompanhando a situação e adotando todas as providências necessárias para que os profissionais e a sociedade de Rondonópolis tenham o atendimento digno que merecem.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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