Servidor público: medidas para evitar Lesões ortopédicas no trabalho

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

Na semana do Servidor Público, é essencial abordar a importância da saúde física desses profissionais que se dedicam diariamente ao atendimento da população. O ambiente de trabalho pode ser um grande gerador de lesões ortopédicas, especialmente em atividades que envolvem movimentos repetitivos, postura prolongada e carga de peso. Este artigo é dedicado a prevenir lesões e garantir que o servidor público mantenha sua saúde em dia, com foco em boas práticas e cuidados específicos.

Principais lesões ortopédicas no ambiente de trabalho

As lesões ortopédicas mais comuns no ambiente de trabalho entre servidores públicos envolvem tendinites, lombalgias, síndrome do túnel do carpo, cervicalgia e bursite. Muitas dessas lesões estão associadas ao uso inadequado do corpo e à falta de ergonomia nos postos de trabalho.

   •   Tendinite e Bursite: Inflamações nos tendões e bursas (estruturas que reduzem o atrito entre tendões e ossos) são comuns em atividades que exigem movimentos repetitivos, como digitar ou escrever por longos períodos.

   •   Síndrome do Túnel do Carpo: Essa lesão, caracterizada pela compressão do nervo mediano no punho, é frequente em profissionais que usam intensivamente o computador, o que é comum em diversos setores públicos.

   •   Lombalgia e Cervicalgia: A dor na região lombar e cervical pode ser desencadeada por má postura e sedentarismo, afetando servidores que passam muito tempo sentados ou em posições inadequadas.

Prevenção das lesões ortopédicas

A prevenção é a melhor abordagem para evitar lesões ortopédicas. Com medidas simples e práticas, é possível reduzir significativamente o risco e promover a saúde do servidor público.

1. Ergonomia e organização do espaço de trabalho

   •   Mesa e Cadeira Ajustadas: A altura da mesa deve permitir que o servidor mantenha os ombros relaxados, enquanto a cadeira deve ser regulável, com apoio adequado para a lombar.

   •   Posicionamento de Computadores e Monitores: O monitor deve estar na altura dos olhos e a uma distância de aproximadamente 50 cm, evitando tensão no pescoço e nos ombros.

   •   Equipamentos Ergonômicos: O uso de mousepads com apoio e teclados ergonômicos auxilia na prevenção da síndrome do túnel do carpo e outras lesões nos punhos.

2. Pausas regulares e alongamentos

   •   Intervalos a Cada 50 Minutos: Fazer pausas breves, de 5 a 10 minutos, ajuda a descansar os músculos e evitar a fadiga. Levantar-se e caminhar um pouco estimula a circulação sanguínea e alivia as articulações.

   •   Alongamento Regular: Alongamentos específicos para pescoço, ombros, punhos e coluna são essenciais para prevenir lesões. Incorporar uma rotina de alongamento antes, durante e após o expediente é uma excelente prática preventiva.

3. Atividade física regular

   •   A prática regular de exercícios físicos fortalece os músculos e melhora a flexibilidade, reduzindo o risco de lesões. Exercícios como caminhadas, pilates, ioga e fortalecimento muscular são recomendados para servidores que permanecem muito tempo sentados ou em atividades repetitivas.

4. Manutenção da postura correta

   •   Postura Sentada: Manter os pés apoiados no chão ou em um suporte, com os joelhos dobrados em um ângulo de 90 graus, evita sobrecarga na coluna e nas articulações.

   •   Movimentos Conscientes: Para os servidores que levantam peso ou lidam com arquivos, é fundamental dobrar os joelhos e usar a força das pernas para levantar objetos pesados, evitando lesões lombares.

5. Adaptação e modificação do ambiente de trabalho

   •   Ajustes para Necessidades Individuais: Cada servidor possui suas particularidades físicas, e é importante que o ambiente de trabalho seja adaptado para atender essas necessidades. Cadeiras com suporte lombar ajustável, suporte para os pés e até dispositivos de apoio para os punhos são investimentos importantes.

6. Promoção de saúde e acompanhamento médico

   •   É fundamental que o servidor realize consultas regulares com um ortopedista, que pode identificar precocemente sinais de desgaste ou lesões em desenvolvimento. Em casos específicos, a medicina regenerativa pode ser uma aliada, com opções como ortobiológicos, auxiliando na recuperação de tendinites, lesões de cartilagem e dores articulares.

Fellipe Ferreira Valle é formado em medicina pela Universidade de Medicina de Teresópolis -RJ, realizando posteriormente residência médica em ortopedia na Santa Casa de Belo Horizonte onde também realizou especialização em cirurgia do joelho e cirurgia do ombro e cotovelo. É também membro fundador da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual e Socio efetivo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Professor de medicina na UNIVAG e preceptor da residência de ortopedia da UNIC. Instagram :@dr.fellipe

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