Sentimento ruim, mas cada um trilha seu caminho, diz Vidal após prisão de vereador

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Donatto Aquino

O vereador por Cuiabá Sargento Vidal (MDB) afirmou que o sentimento como colega de partido é de tristeza após a prisão do vereador Paulo Henrique , que aconteceu na manhã desta sexta-feira (10). No entanto, o parlamentar destacou que cada um trilha seu caminho e deve responder por ele.

“O sentimento é ruim, não podemos negar que há um sentimento de tristeza também. Mas cada um trilha um caminho. A lei é para todos, independente de quem seja, a lei tem que ser igual para todos”, afirmou exclusivamente ao . O parlamentar ponderou que agora cabe ao colega responder sobre o caso e se defender nos autos.

Paulo Henrique foi preso no âmbito da Operação Pubblicare. Conforme a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT) o vereador é suspeito de ser o responsável por atuar em benefício do Comando Vermelho na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros. 

Ele já havia sido alvo de busca e apreenção da Operação Ragnatella, em junho, mas ao fim, não foi denunciado pelo Ministério Público. Na época, ele também não chegou a enfrentar a Comissão de Ética na Câmara já que a polícia não enviou detalhes das investigações aos parlamentares. Agora, grupo de vereadores pressionam a Mesa Diretora e os membros da Comissão para que abram investigação contra o colega de Parlamento.

Para Vidal a Câmara Municipal deve se posicionar sobre a situação nos próximos dias. Ele argumenta, entretanto, que é necessário ter acesso às informações policiais para que seja aberto o processo por suposta quebra de decoro parlamentar.

“Não tem que inventar moda. É seguir o rito normal. Aquilo que o rito processual diz que tem que acontecer com certeza vai acontecer. Acredito agora que a Polícia Civil deve fazer o compartilhamento de provas com o Conselho de Ética e o conselho de ética, tomar um posicionamento. O que vier pra o plenário é aquilo que nós vamos julgar, que nós vamos votar em cima”, destaca.

O presidente do MDB em Cuiabá, Francisco Faiad também deve se manifestar publicamente sobre a prisão. “Acho que o Faiad, que é o presidente do partido, vai tomar alguma medida. Não vejo mancha para o partido, não vejo mancha para nenhum de nós (com a prisão). Não vejo a forma de aquilo que nos atrapalha, a não ser com a questão da legenda. Nos atrapalha na legenda”, completa, numa referência ao processo eleitoral.

A operação

A Operação Pubblicare desta sexta é desdobramento da Operação Ragnatela que foi deflagrada em junho deste ano e desarticulou um grupo criminoso que teria adquirido uma casa noturna em Cuiabá pelo valor de R$ 800 mil.

A compra foi paga em espécie, com o lucro de atividades ilícitas. A partir de então, os suspeitos passaram a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa e promoters.

Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Ficco/MT) Paulo Henrique seria responsável por atuar em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros. 

Nesta sexta, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva contra Paulo Henrique e outros sete mandados de busca e apreensão contra outros supostos membros. Além desses, também foram cumpridos o sequestro de seis veículos e um imóvel e o bloqueio de contas bancárias.

Os investigados devem responder os crimes de corrupção passiva/ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, juntamente com membros da facção indiciados durante a operação Ragnatela.

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