
A senadora Margareth Buzetti (PP) não acredita que o projeto do governador Mauro Mendes (União) ao Senado seja prejudicado pelo imbróglio envolvendo a execução das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Mauro deve renunciar ao mandato em abril do ano que vem para viabilizar o seu projeto.
“Não acho. Esse BRT está travado desde dois mil e quanto? 2010?”, diz, numa referência ao imbróglio envolvendo a implantação de um novo modal de transporte, primeiro o VLT, que nunca chegou a sair do papel e, depois o BRT, iniciado no governo Mauro e que neste momento está com as obras paralisadas.
Ela pondera que o problema não surgiu em decorrência de ações do governador, mas sim do consórcio responsável pelas obras. Por isso, entende que o projeto de Mauro não será impactado negativamente.
“A empresa não conseguiu. Nós ficamos 9 anos para fazer um batalhão do Corpo de Bombeiros no Distrito [Industrial]. Nove anos”, argumenta, numa referência aos constantes entraves na execução de grandes obras.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Apesar disso, ela reconhece que o impasse, que interfere no cotidiano dos moradores dos dois maiores colégios eleitorais do Estado, precisa ser resolvido o quanto antes. “Ele [Mauro] tem que entregar, ele vai ter que dar um jeito. Eu sempre fui a favor do BRT, nunca fui a favor do VLT. O VLT é muito caro, ele é um modal que tem que ser subsidiado altamente pelo Poder Público e quem paga é o consumidor. O BRT é mais barato. Porém, agora tem que sair”, ressalta.
A senadora defende que, se necessário, de fato, se rompa o contrato com o consórcio, mas entende que a administração estadual precisa avançar no tema o quanto antes. “Até 2026 esse BRT tem que sair”.
Na quinta-feira (27) o Consórcio BRT afirmou , por meio de seu representante, o advogado Leonardo Campos, que estaria perto de firmar um acordo bilateral com o governo. Nele, a empresa se comprometeria em concluir o as obras na Avenida do CPA e, em troca, o governo não cobraria multa na ordem de R$ 50 milhões. Apesar disso, as tratativas ainda prosseguem e o Executivo não divulgou a definição para o imbróglio.

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