
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), que se reuniu com o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP), afirmou que o Governo federal não vai fazer “pirotecnia” sobre as medidas que estão em estudo para baratear o preço dos alimentos no país. O encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira (29).
“As medidas são naturais. Não terão medidas heterodoxas”, disse Fávaro, frisando que o presidente da República Lula (PT) tem negado fiscalização de preços, por exemplo. “Não vai ter pirotecnia”, completou.
Caroline De Vita
Além disso, Fávaro adiantou que haverá, nesta quinta-feira (30), uma reunião mais ampla com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a equipe ministerial seguir trabalhando. Segundo ele, as medidas planejadas são técnicas para buscar a estabilidade do preço dos alimentos.
“São medidas técnicas, amanhã temos outra reunião aqui na Fazenda, mas ampla, que vem MDA, Conab, para que a gente possa continuar trabalhando sem nenhuma medida heterodoxa, nenhuma pirotecnia. São medidas passo a passo, sem nenhum tipo de surpresa, sem nenhuma pirotecnia. Vamos estar buscando essa estabilidade [dos preços]”, pontuou.
Fávaro também reforçou o que vem dizendo o ministro da Fazenda sobre os impactos imediatos da queda do dólar e os efeitos de médio prazo da safra prevista para o ano sobre o preço dos alimentos. Neste sentido, negou qualquer medida para importar alimentos, afrontando o agro brasileiro.
“O dólar caindo tira o calor sobre os preços dos alimentos. Uma supersafra que se avizinha e com isso vai ter fartura no campo, os preços devem ceder mais um pouco, um novo Plano Safra que estimule a produção. E vamos desmitificar isso. Não é uma medida para importar alimento, para afrontar a agropecuária brasileira. De jeito nenhum. Mas pontualmente, se tiver, será com muita tranquilidade, com muito equilíbrio”, disse.
O ministro ainda defendeu as exportações brasileiras. Segundo ele, isso gera emprego e renda para população.
“Quando a gente bate recorde de exportação não está concorrendo com o mercado interno. Ao contrário, nós estamos estimulando a economia, gerando emprego, gerando renda. E aí a renda mais alta para o brasileiro ele consegue comprar mais alimentos”, concluiu.
O Governo Lula está estudando medidas para baratear o preço dos alimentos, que afeta mais intensamente o bolso do brasileiro mais pobre. O preço dos alimentos puxou a alta na inflação de 2024, que fechou o ano em 4,83% – acima da meta projetada pela equipe econômica do governo. Na semana passada, o Palácio do Planalto descartou o tabelamento de preços para forçar a queda nos valores dos alimentos.
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