Sem convite, Mauro não prestigia Lula no Xingu e diz: “Eu não sou inxerido”

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O governador Mauro Mendes (União Brasil)   não compareceu  ao encontro do presidente da República  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o cacique Raoni, nesta sexta-feira (4), na aldeia Piaraçu, na Terra Indígena Capoto-Jarina, em São José do Xingu. Como o  Palácio do Planalto não oficializou convite,  o chefe do Executivo descartou parecer de “enxerido”.

“Toda vez que ele [Lula] veio aqui eu fui convidado, mas nós não fomos convidados para esse evento”, disse à imprensa.  “Se ele não me convida para o evento, não sou enxerido. Você vai a um evento que não é convidado? Não. Ninguém vai”, completou.

Rodinei Crescêncio

  Mauro Mendes evitou comentar se a ausência de convite é um boicote devido sua aproximação com o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), principal adversário político de Lula. Segundo ele, a questão deve ser esclarecida pelo governo federal.

 “Quem tem que explicar isso é o governo federal. Toda vez que vou a um município, convido o prefeito. Eu não fui convidado para esse evento”, concluiu.

O governador viajou para São Paulo para evitar estar no estado durante a visita de Lula. A expectitiva é que compareça no ato pela anistia convocado por Bolsonaro, no próximo domingo (06), na Avenida Paulista.

  Condecoração a Raoni

Durante a visita, Lula concederá a medalha Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito ao cacique Raoni. A condecoração é oferecida a cidadãos brasileiros, instituições e estrangeiros em reconhecimentos aos serviços prestados à população.

O encontro também deve discutir questões relacionadas à preservação ambiental e direitos dos povos indígenas.

A visita de Lula à terra de Raoni é uma demanda antiga. Em outubro do ano passado, o líder indígena foi ao Palácio do Planalto de surpresa para tentar conversar com o presidente, mas não pôde ser recebido.

Quem é o cacique Raoni

O cacique Raoni, de 93 anos, é uma das lideranças indígenas mais conhecidas do mundo. Nascido em 1932, o ativista do povo Kayapó se destacou pela luta em defesa dos direitos dos povos originários.

Sua vida foi retratada no documentário Raoni, do cineasta belga Jean-Pierre Dutilleux, que foi indicado ao Oscar em 1978. Também foi um dos nomes escolhidos para subir a rampa ao lado do presidente Lula durante a cerimônia de posse, em 2023.

Em março do ano passado, o cacique recebeu do presidente da França, Emmanuel Macron, a Ordem Nacional da Legião de Honra, maior honraria do país concedida a estrangeiros. (Com informações do Metrópoles , parceiro do )

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Link da Matéria – via RD News

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