
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Secretário de Economia Marcelo Bussiki concede entrevista à jornalista Greyce Lima durante o Rdtv Cast
O secretário de Economia de Cuiabá Marcelo Bussiki (União) ironiza as críticas do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que rechaçou o montante dos débitos deixados ao sucessor Abilio Brunini (PL) e chegou a chamar Bussiki de “retardadinho”. “Eu ficaria preocupado se alguma pessoa de bem me criticasse. Vindo do Emanuel Pinheiro, [não]. É um gestor que não se desapegou do cargo [de prefeito] e não conhece nem os números que ele deixou para Cuiabá”, disparou o secretário, durante visita à sede do , onde concedeu entrevista ao portal e ao Rdtv Cast.
Na ocasião, o secretário ressaltou que a equipe técnica contabiliza uma dívida consolidada de R$ 2,3 bilhões, o que escancara porque a situação financeira da prefeitura é grave. Montante engloba todos os débitos da administração municipal, que vão desde débitos com fornecedores, valores não empenhados até empréstimos realizados para fazer obras. “Esses números estão estampados no balanço, na prefeitura. Ele [Emanuel], que é um profundo conhecedor, pode acessar o Portal de Transparência da prefeitura e ter conhecimento do que ele deixou para Cuiabá”, reforçou Bussiki que, depois emendou:
“Pelo jeito, nem ele sabe o desastre que deixou, que fez nas contas públicas de Cuiabá”, disse reforçando que a gestão Abilio Brunini (PL), neste momento, lida com um caos financeiro. Bussiki também comentou a relação com Emanuel no Rdtv Cast – confira
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, na semana passada, Emanuel teceu duras críticas ao secretário. “Esse Marcelo Bussiki é meio retardadinho. Eu não gosto de pessoa que conversa com você e não olha nos olhos. Chame ele aqui para uma entrevista que vocês vão ver: ele vai ficar olhando pro chão o tempo todo. Sujeito esquisito, mas tudo bem, é um técnico lá do Tribunal de Contas”, disse o ex-prefeito.
Prefeitura vai acionar órgãos fiscalizadores
Bussiki revela que a gestão vai remeter todos os casos em que haja desrespeito às legislações vigentes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, para que os órgãos analisem a situação.
Neste pacote estão os mais de R$ 240 milhões relativos às retenções de forma geral – que incluem, por exemplo, valores retidos do INSS, da folha de pagamento; mas há também cerca de R$ 400 milhões não empenhados nos últimos três anos e R$ 10 milhões agendados pela gestão Emanuel para pagar já no mandato de Abilio – totalizando mais de R$ 650 milhões.
“Isso tudo vai ser encaminhado para os órgãos de controle, o Ministério Público, o Tribunal de Contas para que aí sim eles façam as análises necessárias. Mas, se ele [Emanuel] quiser o balanço está disponível ele pode ver o que ele fez para o Cuiabá, finaliza.
Assista, abaixo, a entrevista completa no Rdtv Cast
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