Secretário alega que falta de orçamento ‘travaram’ novas obras em Cuiabá em 2025

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O secretário municipal de Infraestrutura e Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, admitiu que a falta de recursos financeiros impediu a execução de obras consideradas urgentes ao longo de 2025, mesmo com projetos já planejados pela pasta. Em entrevista ao Programa Opinião, da TV Pantanal (canal 22), o gestor pontuou que a, embora a pasta tenha avançado com a elaboração de projetos, a situação orçamentária da pasta inviabilizou intervenções estruturantes na Capital, principalmente em regiões que sofrem historicamente com alagamentos.

“Nós tivemos o grande desafio ali na Secretaria, foi a questão financeira. Isso não é segredo para ninguém, e isso impossibilitou de fazer muitos serviços que são urgentes e que a população precisa deles. São projetos que nós trabalhamos o ano inteiro neles, não foi possível executar porque não tivemos recursos suficientes para poder fazer a implantação”, disse ao citar Jardim Cuiabá, Jardim Tropical e Boa Esperança.

Apesar da dificuldade financeira, o orçamento da pasta teve um corte de cerca de 62% no orçamento. Em 2025, a pasta contou com um orçamento de R$ 723.156.965,00, enquanto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 o valor previsto caiu para R$ 270.021.671,00. Reginaldo Teixeira afirmou que a redução reflete um ajuste à realidade financeira do município e não necessariamente uma diminuição da importância da Secretaria.

 

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“O orçamento previsto para o ano de 2026 é uma previsão. Não quer dizer que consiga arrecadar à Prefeitura aquele recurso. Você tinha lá um valor de orçamento, mas não tinha recurso suficiente para cobrir aquilo. Então foi um ajuste necessário para trazer para a realidade”, pontuou.

Ainda sobre finanças, Reginaldo destacou que, mesmo com limitações, a pasta conseguiu reduzir gastos em comparação aos últimos anos. “Nós chegamos no final do ano com aproximadamente 30% de despesa a menos dos últimos cinco anos da Secretaria”, afirmou, ressaltando que a Secretaria não atingiu o teto orçamentário previsto em 2025 justamente por falta de arrecadação efetiva.

Buracos
Ao comentar sobre os buracos na Capital, Reginaldo Teixeira atribuiu o problema recorrente está diretamente ligado à idade da malha asfáltica de Cuiabá. Segundo o secretário, a maioria das vias da capital possui asfalto antigo, com mais de cinco anos, o que favorece o surgimento constante de buracos.

“Nós temos uma malha asfáltica antiga em vários bairros da nossa cidade. Começa a chover, os carros começam a transitar e os buracos começam a abrir”, explicou, destacando que, apesar de o tapa-buraco não ser a solução ideal, é a alternativa mais viável no momento diante das limitações financeiras para obras de recapeamento e substituição completa do asfalto.

Reginaldo Teixeira afirmou que nenhuma região da cidade ficou sem atendimento. “Nós chegamos em todos os bairros de Cuiabá. Não ficou nenhum bairro sem chegar o tapa-buraco”, disse, acrescentando que onde o serviço foi feito corretamente, dificilmente o problema reaparece, salvo em casos de rompimento de redes de água. Atualmente, seis equipes atuam simultaneamente na cidade, com possibilidade de ampliação. “Se precisar, a gente vai aumentar essas equipes para que a população cuiabana não tenha tanto transtorno”, garantiu.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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